Mais de 50 organizações da sociedade civil manifestam respaldo à proposta que estabelece regras de conduta para membros da Suprema Corte
Mais de 50 entidades civis endossam o código de ética proposto pela OAB-SP para o STF, visando maior transparência e regras claras de conduta.
Entidades apoiam código de ética OAB-SP para STF em janeiro
Mais de 50 organizações da sociedade civil manifestaram apoio à proposta de código de ética OAB-SP para STF, entregue em 23 de janeiro ao presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin. A iniciativa sugere regras claras para a conduta e atuação dos ministros, buscando maior transparência e integridade institucional. Entre os signatários estão grupos reconhecidos, como Transparência Brasil e Instituto Sou da Paz.
Propostas centrais do código de ética para ministros do STF
O código de ética OAB-SP para STF recomenda a ampliação das hipóteses de impedimento, proibindo participação de ministros em processos que envolvam parentes até o terceiro grau ou “amigos íntimos”. Também propõe afastamento quando houver interesses pessoais ou familiares afetados. Além disso, busca coibir atuação em casos nos quais o ministro tenha participado anteriormente, antes de assumir a Corte. O reconhecimento do próprio impedimento pelo magistrado é destacado como essencial, sob risco de infração ética.
Regras para transparência e participação em eventos jurídicos
Outra recomendação do código é a publicação no site do STF de uma agenda atualizada com os compromissos oficiais de cada ministro. Sobre participação em eventos acadêmicos e congressos jurídicos, a proposta permite desde que os organizadores não tenham interesse econômico em processos pendentes. O código reforça a proibição de manifestações sobre questões político-partidárias e prioriza a presença física nas sessões, limitando a participação remota a situações excepcionais.
Período de quarentena para ex-ministros e impactos no Judiciário
O documento sugere também um período de quarentena de três anos para que ex-ministros possam atuar como advogados após deixar a Corte, visando evitar conflitos de interesse. Essas medidas pretendem fortalecer a credibilidade do Supremo Tribunal Federal e aumentar a confiança da sociedade no Judiciário, alinhando a conduta dos magistrados a padrões éticos rigorosos.
Repercussão e próximos passos para o código de ética no STF
O manifesto das entidades que apoiam o código de ética OAB-SP para STF mostra um movimento significativo da sociedade civil organizada em busca de maior responsabilidade e transparência. O grupo mantém diálogo com o presidente da Corte para formalizar a entrega e incentivar a aprovação da proposta. O desdobramento da iniciativa poderá influenciar mudanças institucionais importantes no funcionamento do STF.





