A deputada do Psol aponta para a gravidade das ações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Erika Hilton critica o PL e menciona "Papuda Lotada" durante debate na Câmara sobre o Dia Nacional do Acarajé.
Debate acalorado na Comissão de Direitos Humanos
A Comissão de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realizou uma reunião na quarta-feira (26) que se transformou em um novo episódio de tensão política. O encontro teve como tema a votação do projeto de lei que institui o Dia Nacional do Acarajé (4.505/2023). Durante a discussão, o deputado Chris Tonietto (PL-RJ) fez uma defesa contundente do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra atualmente encarcerado, sugerindo que o ex-mandatário poderia estar na Bahia usufruindo da culinária local, caso não estivesse preso.
Resposta contundente de Erika Hilton
Erika Hilton, deputada pelo Psol de São Paulo, não hesitou em responder ao colega. Ela recordou que o país vive um momento crítico, no qual figuras de destaque, incluindo militares e aliados de Bolsonaro, enfrentam processos judiciais em função de suas ações ligadas à tentativa de golpe. Hilton criticou a declaração de Tonietto, interpretando-a como uma tentativa de desmerecer a seriedade dos crimes cometidos.
“A deputada que me antecedia falava que Bolsonaro poderia estar na Bahia comendo acarajé. Poderia mesmo, se não tivesse atentado contra a democracia”, afirmou a parlamentar, referindo-se ao planejamento de ações violentas contra outras figuras políticas, como o presidente Lula e o vice-presidente Alckmin.
Críticas à atuação do PL
Erika Hilton também aproveitou a oportunidade para criticar a atuação do PL, ressaltando que vários membros do partido estão envolvidos em investigações relacionadas ao golpe. Ela citou nomes como Ramagem, Augusto Heleno e Anderson Torres, todos associados a ações contrárias à democracia. A deputada enfatizou que a responsabilização desses indivíduos atingiu um patamar sem precedentes, afirmando que “a democracia é para todos” e que aqueles que não a respeitam devem enfrentar as consequências de suas ações.
O papel do Judiciário
A deputada concluiu sua intervenção defendendo o papel do Judiciário na responsabilização dos envolvidos em atos de corrupção e tentativa de golpe. Além disso, Hilton criticou o que chamou de “eterno mimimi” de parlamentares bolsonaristas sobre as prisões, sugerindo que tais reações demonstram uma resistência em reconhecer a gravidade dos crimes que estão sendo atribuídos ao grupo.
“Estes golpistas são o que são: um ex-presidente que tentou um golpe pra não ser preso por ser um corrupto, um bando de deputados delinquentes fugitivos que atentam contra o próprio povo e uma trupe de generais de 4 estrelas que tramaram contra a nação que deveriam defender”, finalizou Erika Hilton, reafirmando a necessidade de justiça e responsabilidade política.





