Análise aponta ameaças reais e desafios na segurança do torneio nos EUA, México e Canadá

A preparação para a Copa do Mundo 2026 enfrenta riscos reais de terrorismo, com desafios na segurança em três países anfitriões.
Risco de terrorismo na Copa do Mundo 2026 é considerado real e elevado
A análise sobre o risco de terrorismo na Copa do Mundo 2026, que ocorrerá entre junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá, revela uma ameaça concreta e preocupante. José Ricardo Bandeira, presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, enfatiza que a probabilidade de atentados terroristas durante o torneio é extremamente significativa. Os fatores que aumentam esse risco incluem a guerra no Oriente Médio, dificuldades econômicas de grupos radicais e a possibilidade de ações isoladas de “lobos solitários”. Esses elementos colocam em alerta atletas, delegações, turistas e residentes das cidades-sede.
Desafios financeiros e tecnológicos para a segurança do evento
Apesar da liberação tardia de 625 milhões de dólares em verbas federais para segurança, especialistas destacam que o valor é insuficiente para cobrir as necessidades totais, estimadas em cerca de 2 bilhões de dólares. A complexidade do sistema de segurança envolve monitoramento aéreo, uso de drones, satélites e sistemas biométricos desde os aeroportos até os estádios. Garantir a proteção eficiente exige uma coordenação extensa entre órgãos locais, estaduais e federais, além da incorporação de tecnologias avançadas para vigiar e responder a possíveis ameaças, incluindo ataques cibernéticos que podem comprometer sistemas de transporte e comunicação.
México: ponto vulnerável na segurança da competição
O México é identificado como o “calcanhar de Aquiles” em termos de segurança para a Copa do Mundo. A recente morte do líder do cartel Nueva Generación, El Mencho, desencadeou uma série de ataques no país, exigindo a mobilização das forças de segurança mexicanas para conter a violência. Além disso, as deficiências nas barreiras perimetrais e o maior acesso ao território mexicano tornam-no um possível alvo para grupos terroristas do Oriente Médio que podem escolher essa rota para atuar, inclusive como ponto de entrada para os Estados Unidos. A realização do primeiro jogo da Copa no México acrescenta urgência aos esforços para reforçar a segurança local.
Implicações políticas e impacto das políticas migratórias na segurança
As políticas migratórias adotadas pela administração do presidente Donald Trump impactam diretamente o ambiente do torneio. Restrições a cidadãos de mais de trinta países, inclusive o Irã, geram preocupações quanto à participação das seleções e a segurança dos torcedores. A possível transferência dos jogos do Irã para o México, negada pela Fifa, e as ações enérgicas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em cidades americanas complicam a logística e a segurança. Além disso, tensões políticas podem fomentar distúrbios civis durante o evento, conforme apontam relatórios de inteligência.
Necessidade de integração entre entes federativos para prevenção de ataques
O combate ao terrorismo na Copa do Mundo 2026 depende da união e coordenação entre municípios, estados e governo federal. Bandeira destaca a importância da colaboração dos serviços de inteligência para monitorar células terroristas em solo americano e a complexidade adicionada pela ação de “lobos solitários”, que operam sem ligação direta a grupos organizados. A integração das forças de segurança e o compartilhamento eficiente de informações são fatores críticos para antecipar e neutralizar ameaças, garantindo a tranquilidade dos participantes e do público.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Taça da Copa do Mundo





