Etanol hidratado ganha competitividade e aquece mercado no Centro-Sul

Vendas crescem em maio com paridade favorável nos postos, mas moagem recua e produção de açúcar perde ritmo

Etanol hidratado ganha competitividade e aquece mercado no Centro-Sul
Bomba de combustível em posto: etanol hidratado mantém vantagem competitiva na região Centro-Sul

Mercado de etanol hidratado se anima com melhor relação de preços nos postos e aumento de demanda em maio, apesar de sinais de desaceleração na moagem de cana.

Etanol hidratado fortalece posição no mercado Centro-Sul

O etanol hidratado competitividade mantém o mercado em ritmo acelerado na região Centro-Sul em maio de 2026. A melhoria da paridade de preços nos postos de combustível, aliada ao aumento de demanda dos consumidores, sustentou o dinamismo das vendas durante o mês, demonstrando sensibilidade do mercado a fatores econômicos de curto prazo.

Paridade favorável impulsiona demanda do biocombustível

A relação de preços entre o etanol hidratado e a gasolina apresentou melhora significativa nos últimos meses, tornando a alternativa renovável mais atrativa economicamente para proprietários de veículos flex. Essa vantagem competitiva resulta de combinação entre estabilidade nos custos de produção e pressões inflacionárias sobre derivados do petróleo, criando ambiente propício à substituição. Postos de todo o Centro-Sul registraram incremento nos volumes comercializados, confirmando a sensibilidade da demanda a esses diferenciais de preço.

Moagem em trajetória de recuo

Paralelamente ao aquecimento nas vendas de etanol, a moagem de cana-de-açúcar apresenta sinais de desaceleração. As usinas da região ajustam seus cronogramas de processamento, possivelmente alinhando-se a perspectivas de demanda global e às pressões econômicas sobre margens de produção. Esse movimento reflete decisões estratégicas das empresas em equilibrar receitas entre etanol e açúcar, maximizando rentabilidade conforme flutuações de mercado.

Açúcar pierde momentum na segunda quinzena

A produção de açúcar sofre desaceleração particularmente na segunda quinzena de maio, sugerindo que as unidades produtivas priorizem a otimização de recursos. A queda no ritmo produtivo do açúcar pode estar associada tanto à redução da moagem quanto a ajustes nas margens de comercialização, que se tornaram menos atrativas em comparação ao etanol.

Perspectivas para o mercado de biocombustíveis

O cenário atual indica dinâmica distinta entre os dois principais produtos da cana-de-açúcar. Enquanto o etanol hidratado competitividade mantém força junto ao consumidor final, o açúcar enfrenta contexto mais contido. Acompanhar a evolução da paridade de preços e as decisões operacionais das usinas será fundamental para compreender os rumos do setor nos próximos meses.