Departamento de Estado critica decisão do STF e acusa Judiciário brasileiro de usar sistema jurídico como arma contra oposição

Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA caracteriza condenação de Eduardo Bolsonaro como perseguição política, criticando o uso do sistema jurídico como arma contra oposição.
Crítica americana à sentença brasileira
O Departamento de Estado dos EUA criticou veementemente a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF em 16 de junho, classificando-a como perseguição política. Segundo porta-voz do órgão, trata-se de novo episódio em padrão de uso do sistema jurídico como arma contra forças políticas de oposição.
A decisão unânime do tribunal supremo
A primeira turma do STF condenou unanimemente Eduardo por coação à Justiça, relacionada a sua atuação na trama golpista. O ex-deputado recebeu sentença de quatro anos e dois meses de cadeia, além de oito anos de inelegibilidade e perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.
Pressão diplomática e tarifas econômicas
Os ministros consideraram que Eduardo mobilizou o governo norte-americano para aplicar medidas punitivas contra o Brasil. A estratégia incluía pressão por tarifas de 50% contra importações brasileiras e sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, além de restrições de vistos a outras autoridades. Essas ações teriam como objetivo forçar uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Relações Brasil-EUA em turbulência
Desde julho do ano anterior, quando anunciadas, parte das medidas foi revertida. Contudo, a relação bilateral permanece tensa. Recentemente, o governo americano classificou facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas estrangeiras e sinalizou potenciais novas tarifas.
Posicionamento do presidente americano
Durante participação no encontro do G7 em Evian, na França, o presidente dos EUA comentou a condenação, afirmando que o Brasil tornou-se “politicamente conturbado e perigoso”. Sua fala incluiu confusão entre Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro, que o visitou em maio na Casa Branca.





