Paulo Henrique Costa foi transferido para o presídio após audiência de custódia em operação que investiga fraudes financeiras

Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente e transferido para a Papuda em investigação de fraudes no Banco Master.
Ex-presidente do BRB é preso e transferido para Complexo Penitenciário da Papuda
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente e transferido para a Papuda em Brasília após audiência de custódia na tarde de 16 de fevereiro de 2026. A ação faz parte da quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master. Costa é apontado como figura central no esquema de irregularidades financeiras que envolvem o banco estatal.
Investigação detalha aquisição suspeita de carteiras de crédito pelo BRB
A investigação revelou que entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB adquiriu ativos e carteiras de crédito do Banco Master que alcançaram aproximadamente R$ 12,2 bilhões. Documentos do processo indicam que tais operações ocorreram apesar de pareceres técnicos e jurídicos contrários à realização dessas transações. Segundo o ministro do STF André Mendonça, o envolvimento de Paulo Henrique Costa ultrapassa a negligência administrativa, configurando suposta adesão consciente a um arranjo criminoso para favorecer a liquidez do Banco Master em troca de benefícios indevidos.
Relação próxima entre Paulo Henrique Costa e empresário Daniel Vorcaro é evidenciada
Mensagens trocadas entre Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam alinhamento e negociações intensas para resolver pendências financeiras entre as instituições bancárias. Em um diálogo, Costa afirma estar “virando noite” para concluir tratativas de interesse de Vorcaro, o que reforça a suspeita de colaboração direta entre os envolvidos no esquema. A investigação também aponta negociação estimada em R$ 146 milhões em imóveis de luxo entre os dois.
Estruturação de empresas de fachada para ocultar patrimônio é identificada
Além do ex-presidente do BRB, o advogado Daniel Monteiro também foi preso na operação. Ele é acusado de criar empresas de fachada para ocultar patrimônio e documentos, conferindo aparência legal às operações financeiras suspeitas. O processo indica que as tratativas foram interrompidas após Vorcaro tomar conhecimento das investigações sobre pagamentos de propinas e ocultações patrimoniais.
Decisão do STF destaca complexidade do esquema e necessidade da prisão preventiva
O ministro André Mendonça justificou a prisão preventiva ressaltando o grau de articulação dos investigados, a complexidade do esquema criminoso e a continuidade dos atos de lavagem de dinheiro. Ele determinou a inclusão do processo na pauta da Segunda Turma do STF para o referendo da medida cautelar. A defesa de Paulo Henrique Costa, representada pelo advogado Cleber Lopes, classificou a prisão como desnecessária e afirmou que o cliente não cometeu crime.
Impactos e desdobramentos esperados na esfera financeira e judicial
A prisão do ex-presidente do BRB e as investigações em curso trazem à tona preocupações sobre a governança corporativa em bancos públicos e o controle das operações financeiras envolvendo grandes ativos e carteiras de crédito. Autoridades acompanham o caso que pode resultar em novas medidas judiciais e reforçar o combate a fraudes no setor financeiro. A continuidade da análise judicial no STF é aguardada para definir os próximos passos do processo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Agência Brasília





