Aline Cabral afirmou não ter emitido passagens nem efetuado pagamentos para Fábio Luís Lula da Silva durante depoimento

Ex-secretária do Careca do INSS negou ter pago passagens a Lulinha em depoimento na CPMI do INSS nesta segunda-feira, 2 de março.
A ex-secretária do Careca do INSS nega pagamentos a Lulinha no depoimento da CPMI
Em 2 de março de 2026, a ex-secretária de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, Aline Cabral, negou durante sua oitiva na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que tenha emitido passagens ou realizado pagamentos para Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. A negativa ocorreu em resposta a questionamentos do deputado Rogério Correia (PT-MG), em meio a investigações sobre irregularidades no INSS.
Detalhes do depoimento e vínculo com o Careca do INSS
Aline Cabral admitiu, entretanto, ter emitido passagens aéreas para Danielle Fonteles, publicitária ligada ao PT e que trabalhava para Camilo Antunes. Ela também confirmou ter acesso a um cofre localizado na sede das empresas em Brasília, mas negou envolvimento em qualquer pagamento direcionado a Lulinha durante seu período como secretária e chefe de Gestão de Pessoas nas empresas de telemarketing do lobista. No depoimento, Aline afirmou não saber a origem da riqueza de Antônio Carlos Camilo Antunes na época em que foi contratada.
Contexto da investigação sobre descontos associativos fraudulentos no INSS
O escândalo envolvendo o “Careca do INSS” foi revelado em reportagens que mostraram um esquema de arrecadação irregular via descontos de mensalidades de aposentados, que ultrapassaram R$ 2 bilhões em um ano. As associações envolvidas enfrentam milhares de processos por fraude, com investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril do ano anterior, resultou na demissão do presidente do INSS e do então ministro da Previdência.
Impactos e desdobramentos na CPMI e no cenário político
Aline Cabral passou a ser alvo da CPMI após depoimentos que indicaram sua atuação administrativa importante nas empresas do “Careca do INSS”. Apesar das investigações, ela declarou não ter tido envolvimento direto nas irregularidades investigadas. Enquanto a comissão aguarda o envio de documentos sigilosos referentes a Lulinha, o caso segue repercutindo no meio político e reforça a necessidade de transparência e fiscalização nas entidades associativas ligadas à Previdência.
Próximos passos das investigações e expectativas para a CPMI
A CPMI do INSS aguarda o envio de sigilos bancários e telemáticos relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, aprovados em sessão parlamentar no final de fevereiro de 2026. Novas oitiva e análises dos documentos poderão aprofundar o entendimento sobre a participação dos envolvidos e a extensão do esquema fraudulento. O desdobramento dessas investigações poderá impactar não apenas a gestão do INSS, mas também a percepção pública sobre a integridade das instituições responsáveis pela previdência social.
Fonte: www.metropoles.com





