Analistas alertam para risco de queda na produtividade nas principais regiões produtoras do Sul do Brasil, cenário similar aos episódios de 2014 e 2015

Especialista aponta que excesso de chuvas associado ao El Niño pode comprometer produtividade do trigo nas principais regiões produtoras, repetindo cenário de 2014 e 2015
Excesso de chuvas com avanço do El Niño preocupa triticultura no Sul
O excesso de chuvas safra de trigo no Sul do Brasil acende sinal de alerta entre analistas e produtores. Com o avanço do fenômeno El Niño intensificando as precipitações, especialistas apontam similaridade com períodos críticos anteriores.
Cenário comparável a 2014 e 2015
Análise de especialista da EarthDaily revela que o atual contexto climático guarda semelhanças significativas com os episódios de 2014 e 2015. Naqueles anos, o excesso de precipitações comprometeu severamente a produtividade da cultura nas principais regiões produtoras do Sul. Os impactos foram substanciais, afetando colheitas e rentabilidade dos produtores.
O padrão climático daquele período marcou negativamente o setor tritícola, deixando lições sobre vulnerabilidade das lavouras a extremos pluviométricos. Hoje, com sinais similares de intensificação de chuvas, a preocupação retorna com força.
El Niño como fator intensificador
O fenômeno El Niño atua como amplificador dos volumes de precipitação na região Sul. Quando em fase ativa, tende a favorecer sistemas de chuvas mais frequentes e intensos, especialmente durante o ciclo produtivo do trigo. A combinação dessa condição climática com padrões já adversos eleva o risco de danos às lavouras.
Especialistas monitoram de perto a evolução do fenômeno e sua intensidade nos próximos meses, período crítico para o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da cultura.
Riscos à produtividade
O excesso de água no solo prejudica múltiplos aspectos do desenvolvimento do trigo. Compactação do terreno, dificuldade de absorção de nutrientes e favorecimento de doenças fúngicas estão entre as consequências. Produtores enfrentam desafio complexo em manejar lavouras sob essas condições.
A possibilidade de repetição do cenário de 2014 e 2015 reforça a necessidade de monitoramento contínuo e adoção de estratégias preventivas. Drenagem adequada de solos e escolha de variedades mais tolerantes à umidade ganham destaque neste contexto adverso.





