O impacto potencial do acordo no setor agrícola do Paraná.

O Acordo Mercosul-União Europeia pode trazer grandes benefícios ao agronegócio paranaense, impulsionando exportações e atraindo investimentos.
O impacto do Acordo Mercosul-UE no agronegócio paranaense
O Acordo Mercosul-União Europeia é aguardado com grande expectativa pelo agronegócio do Paraná. Se assinado, o tratado de livre comércio poderá abrir as portas para um mercado de aproximadamente 720 milhões de consumidores, com um PIB combinado em torno de US$ 22 trilhões. Isso representa uma oportunidade significativa para os produtores paranaenses, especialmente nas áreas de proteína animal e açúcar.
Benefícios esperados para o setor
Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, destaca que o Paraná, sendo um dos principais produtores de proteína animal no Brasil, deve ser um dos estados mais favorecidos. O estado é líder na produção e exportação de carne de frango e vice-líder na produção de carne suína. Com a formalização do acordo, a suinocultura paranaense, que já exportou 664 toneladas de carne para a União Europeia em 2024, pode ver esse número aumentar para 25 mil toneladas, com tarifas reduzidas.
Outro setor que se beneficiará é o do açúcar, que atualmente exporta cerca de 663 mil toneladas por ano para a Europa, podendo chegar a 180 mil toneladas. Ferreira enfatiza que, além dos produtos mencionados, outros itens também poderão ser beneficiados, refletindo a exigência do mercado europeu.
O papel do setor florestal
Fabio Brun, presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, também vê com otimismo as perspectivas para o setor florestal. Com a redução de tarifas e maior acesso ao mercado, o Paraná, que concentra uma parte significativa da produção de madeira, celulose e papel do Brasil, poderá aumentar suas exportações e atrair novos investimentos. Brun acredita que isso reforçará a importância das florestas plantadas na economia regional.
Desafios políticos e próximos passos
Apesar das expectativas, o acordo ainda enfrenta desafios políticos. O Parlamento Europeu precisa aprovar a proposta, onde é necessário que pelo menos 50% dos deputados votem a favor, além da ratificação de pelo menos 15 dos 27 países membros da União Europeia, representando 65% da população total. Resistências de países como França, Itália e Polônia podem complicar o processo.
Luiz Eliezer Ferreira observa que, mesmo com as deliberações pendentes, o Brasil poderá começar a se beneficiar das condições do acordo nos próximos 10 a 15 anos, com a gradual isenção de tarifas para produtos brasileiros. Embora existam obstáculos, a expectativa é de que o acordo não seja inviabilizado.
O agronegócio paranaense aguarda ansiosamente por um futuro promissor, com a esperança de que a assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia traga mudanças significativas e duradouras para a economia do estado.
Fonte: ric.com.br
Fonte: José Fernando Ogura/Arquivo AEN





