Ministro Márcio Elias Rosa anuncia alta nas vendas entre maio e setembro de 2026 com tratado em vigor provisório desde maio

Exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30,7% entre maio e setembro de 2026, anuncia o ministro do Desenvolvimento
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, anunciou na terça-feira (13) que as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30,7% entre maio e setembro de 2026 comparado com igual período de 2025.
O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, após quase 27 anos de negociação. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as vendas ao bloco somaram US$ 44,17 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, alta de 20%. Em setembro isoladamente, os embarques foram de US$ 6,95 bilhões, avanço de 60,1% sobre o mesmo mês do ano anterior.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a pauta de exportações para o bloco europeu em 2025 era concentrada em commodities. Os itens mais vendidos à União Europeia eram petróleo bruto, café não torrado, farelo de soja, minério de cobre e soja. A União Europeia foi o segundo maior destino das exportações brasileiras em 2025, com 14,3% do total, ou US$ 49,8 bilhões, atrás apenas da China.
De acordo com a Carta IEDI nº 1354, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, divulgada em março de 2026, entre 2011 e 2025, as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram apenas 6,4% em valor, e a participação do bloco no total exportado caiu de 18% para 14%. Nos manufaturados, a queda foi ainda maior: a Europa respondia por 17% das vendas externas brasileiras desses bens em 2011 e por apenas 8% em 2025.
Segundo a mesma carta, o índice de preços das commodities não energéticas subiu 9,4% em 2025, impulsionado por itens como soja e café. Especialistas alertam que exportações dependem de preços internacionais, câmbio, safra e tarifas, e que cinco meses de dados são pouco para isolar o efeito isolado do acordo. Parte do crescimento de qualquer pauta concentrada em produtos básicos vem simplesmente de variação de preço.







