Exportações de Suco de Laranja Sofrem Queda Significativa em 2025/26

Volume e receita recuam no primeiro semestre da safra com impacto nos principais mercados internacionais

Exportações de Suco de Laranja Sofrem Queda Significativa em 2025/26
As exportações de suco de laranja concentrado e congelado recuaram em 2025/26 • azerbaijan_stockers/Freepik

Exportações brasileiras de suco de laranja caem 8,1% em volume e 23,2% em receita no primeiro semestre da safra 2025/26, com destaque para queda na Europa.

As exportações de suco de laranja brasileiro sofreram uma retração expressiva no primeiro semestre da safra 2025/26, afetando tanto o volume total quanto a receita gerada pelas vendas no mercado internacional. A keyphrase “exportações de suco de laranja” revela uma tendência preocupante para o setor, que enfrenta desafios para manter sua posição competitiva no cenário global.

Cenário das exportações no primeiro semestre de 2025/26

De julho a dezembro de 2025, o Brasil exportou 394,76 mil toneladas de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ equivalente a 66 Brix), o que representa uma queda de 8,1% em volume comparado ao mesmo período da safra 2024/25. Em receita, o recuo foi ainda mais acentuado, totalizando US$ 1,44 bilhão, uma redução de 23,2%.

Os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado para o suco brasileiro, absorvendo 55,2% do volume exportado. Curiosamente, apesar da queda geral, as exportações para os EUA tiveram crescimento expressivo:

Volume para EUA: 217,87 mil toneladas, aumento de 34,9%.
Receita dos EUA: US$ 746,21 milhões, alta de 10,4%.

Este aumento indica uma maior demanda norte-americana ou maior competitividade do produto brasileiro nesse mercado.

Queda acentuada na Europa, China e Japão

Por outro lado, a Europa, segunda maior consumidora, apresentou forte retração:

Volume para Europa: 155,29 mil toneladas, queda de 31,9%.
Receita na Europa: US$ 601,58 milhões, retração de 41,9%.

Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, destaca que os elevados preços da safra anterior impactaram negativamente a demanda do consumidor europeu, que aguarda uma acomodação dos valores no varejo para retomar o consumo.

Outros mercados que também enfrentaram queda significativa incluem:

China: 10,47 mil toneladas exportadas, redução de 45,8% no volume e 17,7% na receita (US$ 43 milhões).
Japão: 5,22 mil toneladas, diminuição de 54,4% no volume e 59,5% na receita (US$ 25,53 milhões).

Os mercados menores, somados, registraram retração de 32,3% em volume e 47,7% em receita.

Impactos e perspectivas para o setor citrícola

A queda nas exportações brasileiras de suco de laranja é resultado de vários fatores, entre eles, o aumento dos preços internacionais no período anterior, que desestimulou o consumo em mercados tradicionais, e a dinâmica cambial que pode influenciar a competitividade do produto no exterior.

Para os produtores e exportadores, o momento exige atenção redobrada:

Ajustar estratégias comerciais para novos mercados ou para a recuperação dos atuais.
Acompanhar as tendências de consumo e preços no varejo internacional.
Investir em inovação e qualidade para agregar valor ao produto.

Serviço e Segurança para o Setor Exportador

Para os exportadores brasileiros de suco de laranja, recomenda-se:

Monitoramento constante: Acompanhar indicadores econômicos e preços internacionais para antecipar movimentos do mercado.
Diversificação de mercados: Buscar novos destinos para as exportações e reduzir a dependência dos principais compradores.
Apoio institucional: Utilizar os serviços oferecidos por entidades como a CitrusBR para fortalecer o posicionamento e negociação.

  • Sustentabilidade: Investir em práticas agrícolas sustentáveis que valorizem o produto no exterior.

Este panorama reforça que as exportações de suco de laranja, mesmo diante de desafios, continuam estratégicas para a economia brasileira, exigindo ações coordenadas para recuperação e crescimento na temporada 2026.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br