Mostra reúne 170 obras de fotógrafas do Pará entre 11 de fevereiro e 30 de março

Exposição no CCBB Rio apresenta 170 obras de fotógrafas do Pará com recursos sensoriais e tecnológicos inéditos.
Confira a programação completa da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Rio de Janeiro
Temporada: 11 de fevereiro a 30 de março
Visitação: quarta a segunda, das 9h às 20h
Entrada: gratuita
A relevância das fotógrafas do Pará na cena cultural do Rio de Janeiro
A exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará, inaugurada em 11 de fevereiro no CCBB Rio, traz um olhar aprofundado e sensível sobre a produção fotográfica paraense. A mostra, idealizada pelo Museu das Mulheres, reúne o trabalho de 11 artistas das mais diversas gerações, evidenciando a força da fotografia amazônica. Essa iniciativa representa um importante diálogo cultural entre o Norte e o Sudeste do país, ampliando a visibilidade de narrativas que valorizam identidade, território e ancestralidade da região amazônica.
O uso de tecnologias sensoriais e narrativas visuais na exposição
Utilizando recursos inovadores, a mostra convida o público a uma experiência multifacetada. A realidade aumentada permite a exploração detalhada das fotografias, enquanto a instalação Icamiabas oferece composições aromáticas que evocam a presença das guerreiras indígenas amazônicas. Além disso, o filme Mukathu-hary, em realidade virtual, proporciona uma imersão em uma aldeia indígena, fortalecendo a conexão do visitante com a dimensão cultural e histórica da Amazônia. Essas tecnologias ampliam o alcance das obras e intensificam a compreensão das temáticas abordadas.
O papel da ancestralidade e resistência nas obras das fotógrafas paraenses
As narrativas visuais destacadas na exposição abordam questões centrais como a resistência cultural, a memória coletiva e a afirmação de identidades muitas vezes marginalizadas. Artistas como Evna Moura e Leila Jinkings apresentam trabalhos que refletem sobre comunidades indígenas, territórios amazônicos e movimentos sociais, incluindo registros de repressões durante a ditadura. Essa dimensão política e simbólica fortalece a potência das imagens como instrumento de reconhecimento e valorização da diversidade cultural da região. A presença feminina é um elemento transversal que perpassa as obras e reafirma o protagonismo das mulheres na história da fotografia amazônica.
A influência intergeracional e a formação de novas gerações de artistas
A mostra evidencia também o caráter intergeracional da fotografia paraense. Evna Moura relata o impacto de suas oficinas na formação de jovens artistas e destaca referências fundamentais como Cláudia Leão e Leila Jinkings. Essa transmissão de saberes e a convivência entre diversas gerações promovem um fortalecimento da cena artística local, possibilitando a renovação das linguagens e a ampliação do debate sobre identidade e cultura amazônica. O encontro dessas gerações no CCBB revela um panorama rico e plural da produção fotográfica do Pará.
Contextualização histórica e conceitual da fotografia paraense na curadoria
A curadora Sissa Aneleh, com mais de 15 anos de pesquisa sobre fotografia amazônica, organiza a exposição a partir de uma leitura histórica e conceitual que destaca a visualidade amazônica como eixo estruturante. Elementos como água, território e presença feminina são recorrentes nas obras e refletem o processo de construção de uma identidade visual amazônica desde as décadas de 1970 e 1980. Embora a mostra não esgote a produção local, ela revela a força estética, conceitual e narrativa das fotógrafas do Pará, contribuindo para o reconhecimento e valorização dessa importante expressão artística.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Fonte: Vertentes apresenta trabalhos de 11 fotógrafas paraenses no CCBB do Rio de Janeiro





