Pioneiro em Libras, Fabrício deixou legado social e educacional após 24 anos de dedicação
Fabrício dedicou 24 anos à comunidade surda do arquipélago do Marajó, promovendo inclusão e apoio social.
Fundação e crescimento do Grupo Mãos de Ouro no arquipélago do Marajó
Fabrício Martins Balieiro iniciou sua trajetória na comunidade surda do arquipélago do Marajó em 2011, quando, inspirado por um encontro com um cabeleireiro surdo, passou a estudar a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). A partir de uma iniciativa entre amigos, criou o Grupo Mãos de Ouro na cidade de Breves (PA). Inicialmente focado em apresentações culturais, o grupo rapidamente evoluiu para um instituto voltado à promoção da igualdade social e educacional, formalizado em 2014.
Impacto social e educacional do trabalho de Fabrício na comunidade surda
Ao longo de 24 anos, Fabrício dedicou-se como professor e intérprete de Libras, contribuindo para o atendimento de pessoas surdas em órgãos essenciais, como centros de referência e conselhos tutelares. Seu trabalho garantiu maior acessibilidade e inclusão, facilitando o acesso a serviços públicos. Além do ensino, o instituto proporcionava assistência social através da distribuição de alimentos, medicamentos e até de construções residenciais, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade além da comunidade surda.
Formação acadêmica e compromisso com a inclusão
Mesmo iniciando os estudos tardiamente para ajudar a família, Fabrício conquistou diplomas que fundamentaram seu trabalho. Ele possuía licenciatura em Letras/Libras, graduação em Pedagogia, especializações em Libras, Braille e Educação Inclusiva, além de mestrado em Estudos da Linguagem pela Universidade de Londrina. Essa trajetória acadêmica reforça seu compromisso com a inclusão e a educação de qualidade para surdos e pessoas com deficiência.
Rotina e vida pessoal de Fabrício Martins Balieiro
Fabrício conciliava suas atividades de professor no instituto pela manhã com o apoio pedagógico em escola municipal à tarde, demonstrando intensa dedicação à educação. Apaixonado pela vida, gostava de andar de moto com sua esposa Yasmin Kevely Moura da Silva, ouvir música e fotografar a fauna local, além de momentos de lazer com amigos, karaokê e filmes. Sua personalidade vibrante e batalhadora marcou sua convivência na cidade de Breves.
Acidente e legado deixado na comunidade do Marajó
No dia 30 de novembro, Fabrício sofreu um acidente de moto que resultou em sua morte em 6 de dezembro de 2026, aos 39 anos. Deixa um legado significativo para a comunidade surda do arquipélago do Marajó, onde foi pioneiro e líder em promoção da Libras e inclusão social. Sua esposa Yasmin, mãe Darcy, quatro irmãos, um irmão recém-conhecido e dois sobrinhos são seus familiares diretos, que celebram sua trajetória de amor, empatia e compromisso social.





