Polícia Militar Ambiental encontrou pombas e jacus mortos com indícios de envenenamento por iscas de milho em Rebouças

Fazendeiro é multado em R$ 28,5 mil por matar 57 aves silvestres envenenadas — Foto: Polícia Militar Ambiental
Fazendeiro de Rebouças foi multado em R$ 28,5 mil por matar 57 aves silvestres envenenadas. Flagrante da Polícia Militar Ambiental encontrou pombas e jacus com indícios de envenenamento.
Um fazendeiro de Rebouças foi multado em R$ 28,5 mil por matar 57 aves silvestres envenenadas nesta terça-feira (5). O flagrante foi realizado pela Polícia Militar Ambiental após denúncia anônima pelo telefone 181.
A corporação encontrou, no local, 55 pombas silvestres e 2 jacus mortos com indícios de envenenamento por meio de iscas preparadas com milho. Segundo a polícia, a Polícia Científica foi acionada para realizar perícia e coletar materiais para exames com o objetivo de identificar a substância utilizada. A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) também foi acionada para análise dos defensivos encontrados na propriedade.
O fazendeiro não explicou o que o motivou a envenenar as aves, segundo informou a Polícia Militar Ambiental ao g1. A corporação informou que o nome dele não foi divulgado. “No relatório não consta, até porque ele tem o direito de não se manifestar, ou explicar aos policiais, deixando para que sua defesa o faça”.
O g1 questionou a Polícia Civil se o caso está sendo investigado e se o fazendeiro pode responder criminalmente pela infração ambiental.
O fazendeiro foi enquadrado na Lei Federal 9.605/98, que trata sobre crimes ambientais. O artigo 29 define como crime contra a fauna “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”. A pena vai de detenção de seis meses a um ano e multa. Incorre na mesma pena quem impede a procriação da fauna sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida; modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural; vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre nativa ou em rota migratória.






