Feminicídio em Osasco: ex-marido comete crime brutal na rua

Simone Pereira foi morta a facadas em frente ao seu salão de beleza.

Simone Pereira de Oliveira foi assassinada pelo ex-marido em Osasco, SP.

O impacto do feminicídio em Osasco

A morte brutal de Simone Pereira de Oliveira, de 44 anos, a facadas em plena rua em Osasco, levanta questões alarmantes sobre a crescente violência contra a mulher no Brasil. O assassinato ocorreu no último sábado (20) em frente ao salão onde a vítima trabalhava, em um ato que não apenas tirou a vida de uma mulher, mas também deixou a comunidade em estado de choque. A situação é um triste reflexo da escalada de feminicídios no estado de São Paulo, com um aumento significativo de casos em comparação ao ano anterior.

Contexto do caso

Simone foi atacada pelo ex-marido, Vagner Santos, que, segundo informações da polícia, não aceitava o fim do relacionamento. Eles estiveram juntos por dez anos e estavam separados há apenas um mês. O crime foi registrado na rua Maria do Céu Henrique Barbosa, no bairro Jardim Munhoz Júnior. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Simone é imobilizada e golpeada repetidamente com uma faca, um ato de violência que não pode ser ignorado. A vítima chegou a clamar por ajuda antes de sucumbir aos ferimentos.

Detalhes da investigação

Após o ataque, Vagner Santos fugiu e é considerado foragido. As autoridades locais, incluindo a Secretaria da Segurança Pública, estão realizando buscas para localizá-lo. O caso foi registrado no 10° DP de Osasco e exames periciais foram solicitados para esclarecer os detalhes do crime. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar a suposta omissão do poder público em lidar com a violência contra a mulher, um problema que se torna cada vez mais premente em São Paulo.

Aumento dos casos de feminicídio

Os dados são alarmantes: entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 207 casos de feminicídio no estado, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A capital paulista é responsável por uma em cada quatro ocorrências desse tipo, o que coloca em evidência a necessidade de ações mais efetivas para proteger as mulheres e prevenir a violência. O MPF questionou a Prefeitura de São Paulo sobre as medidas adotadas para mitigar essa situação, além de solicitar informações sobre o orçamento destinado às políticas públicas de combate à violência doméstica.

Medidas de combate à violência

A gestão do estado de São Paulo, sob o comando de Tarcísio de Freitas, anunciou um aumento significativo no orçamento destinado à segurança e proteção das mulheres. Para 2026, o valor previsto é de R$ 16,5 milhões, um aumento de 70% em relação a 2025. A administração municipal também ressaltou a existência de uma ampla rede de apoio para mulheres vítimas de violência, que inclui o programa Guardiã Maria da Penha, que já atendeu mais de 20 mil mulheres.

A morte de Simone Pereira é um chamado urgente para que a sociedade e as autoridades não apenas reconheçam, mas combatam a violência de gênero de forma eficaz, garantindo que tragédias como essa não se repitam.