Conexões entre samba, rap e brega marcam 12ª edição do evento
Festival Psica em Belém conecta diversos estilos musicais, promovendo uma experiência única e diversa.
Em um cenário vibrante e cheio de energia, o Festival Psica reafirma seu papel como um espaço de celebração da diversidade musical, conectando sons tradicionais e contemporâneos sob a ótica paraense. A 12ª edição do evento, que atraiu mais de 100 mil pessoas, ocorreu no estádio Mangueirão, em Belém, e se destacou pela mistura de ritmos que vão do samba ao rap, sem deixar de lado o brega local.
Uma Celebração da Diversidade Musical
O Festival Psica não é apenas um evento; é uma verdadeira ponte entre culturas e estilos. Com a participação de artistas renomados como Wanderley Andrade e Martinho da Vila, o festival proporcionou uma experiência única que vai além das fronteiras do mainstream. A proposta é clara: conectar atrações não por gêneros, mas pela riqueza cultural que cada artista traz, refletindo a forma como a música é consumida em Belém.
A performance de Wanderley Andrade, icônico representante do brega, exemplificou essa conexão. Subindo em um banheiro químico para se apresentar, ele misturou covers de bandas como Bon Jovi com a sua essência, mostrando a singularidade de como a música estrangeira é reinterpretada no contexto local. Andrade dividiu o palco com Edson Gomes, um respeitado reggaeman baiano, e Martinho da Vila, um dos grandes nomes do samba, criando uma atmosfera de respeito mútuo entre diferentes gerações e estilos.
Desafios e Superações
Este ano trouxe desafios inesperados, como o cancelamento da apresentação da rainha do tecnomelody, Viviane Batidão, devido a problemas com voos. No entanto, isso não diminuiu o entusiasmo do público, que se mostrou compreensivo e animado, aproveitando até as pausas para celebrar a música. Marina Sena, outra estrela do festival, também enfrentou problemas técnicos, mas sua performance foi recebida com calorosos aplausos, demonstrando a conexão que ela tem com o público da região.
O Papel das Aparelhagens
As aparelhagens, que são essenciais na cultura musical do Pará, desempenharam um papel crucial no festival. Idealizadas pelos irmãos Jeft e Gerson Dias, elas são o elo que une todos os estilos apresentados. As apresentações frenéticas e dinâmicas dos DJs, misturando rock, funk e música junina, mostraram como a cultura local se reinventa e se adapta, criando um espetáculo visual e sonoro que encantou a todos.
Um Futuro Promissor
O Festival Psica não apenas celebra a música, mas também reforça a identidade cultural de Belém. Com sua abordagem inclusiva, ele se torna um exemplo de como a arte pode unir diferentes segmentos da sociedade, criando um espaço onde todos se sentem representados. À medida que o festival cresce, ele promete continuar a ser um pilar da cultura musical brasileira, mostrando ao país e ao mundo a riqueza do que é produzido no Norte.
O evento, que se consolidou como patrimônio cultural imaterial da cidade, é uma verdadeira vitrine da musicalidade paraense, onde cada nota e cada letra contam uma história de resistência e celebração de uma cultura vibrante e plural.





