FGC paga R$ 26 bilhões a credores do Banco Master e avança nas garantias

FGC já atendeu 67% dos credores do Banco Master e prevê novos pagamentos com liquidação do Will Bank

FGC paga R$ 26 bilhões a 67% dos credores do Banco Master e prepara desembolso extra de R$ 6,3 bilhões para Will Bank.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acelerou os pagamentos aos credores do Banco Master, já tendo repassado R$ 26 bilhões a 521 mil investidores, o que corresponde a 67,3% dos credores elegíveis. Este avanço financeiro é parte de um processo iniciado em 19 de janeiro, após ajustes técnicos que aprimoraram o desempenho dos sistemas do FGC, permitindo o processamento de cerca de 2,8 mil pedidos por hora via aplicativo.

Pagamentos e monitoramento contínuo

O FGC mantém monitoramento constante dos sistemas para garantir celeridade nas liberações, embora procedimentos rigorosos de segurança e prevenção a fraudes possam provocar etapas adicionais, afetando prazos individuais. Até o momento, o montante desembolsado equivale a 66,4% do valor previsto para cobertura das garantias do Banco Master, que totalizam R$ 40,6 bilhões líquidos, cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo.

Impacto da liquidação do Will Bank

Além do Banco Master, o FGC teve que lidar com a liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada recentemente pelo Banco Central. O fundo estima que serão necessários mais R$ 6,3 bilhões para garantir os créditos relacionados ao Will Bank. O início dos pagamentos dependerá da entrega da base de dados dos credores pelo liquidante nomeado, sem prazo definido para liberação dos recursos.

Limite de cobertura e regras para conglomerados

O FGC ressaltou que, como o Will Bank faz parte do conglomerado financeiro do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é cumulativo para as instituições do grupo. Portanto, credores que já receberam o teto máximo na liquidação de uma instituição não terão direito a novos pagamentos.

Contexto da liquidação e investigações

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente em 18 de novembro, dia em que seu controlador, Daniel Vorcaro, foi preso, posteriormente liberado e segue respondendo a investigações por suspeitas de fraudes bilionárias. A liquidação e os pagamentos realizados pelo FGC são parte do esforço para garantir a proteção dos investidores afetados pelos processos do conglomerado financeiro.

Esses movimentos indicam o papel fundamental do FGC em assegurar a estabilidade e a confiança no sistema financeiro, mesmo diante de situações complexas como as enfrentadas pelo Banco Master e Will Bank.