Fictor e Comando Vermelho operaram lavanderia do crime em São Paulo

Investigação revela esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo grupo criminoso e instituições financeiras

Fictor e Comando Vermelho operaram lavanderia do crime em São Paulo
Viatura da Polícia Federal utilizada em operação contra esquema de lavagem de dinheiro. Foto: Viatura PF  • Polícia Federal

PF investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro com participação do Fictor e Comando Vermelho em São Paulo.

Esquema da lavanderia do crime usado por Fictor e Comando Vermelho em São Paulo

A investigação da Polícia Federal sobre fraudes de até R$ 500 milhões revelou que o grupo criminoso Fictor e a facção Comando Vermelho operavam uma sofisticada lavanderia do crime em São Paulo. Esta estrutura foi criada para lavar dinheiro ilícito por meio de pelo menos 150 empresas de fachada, que eram abertas e fechadas rapidamente para dificultar a detecção pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O esquema contou com a colaboração de gerentes de bancos, que facilitaram as transações ilegais.

Operação da PF mobiliza prisões e bloqueios em vários estados

Na quinta-feira (25), a Polícia Federal deflagrou uma operação para desmantelar a organização criminosa, cumprindo 43 mandados de busca e apreensão em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Foram presas 14 pessoas envolvidas no esquema e bloqueados bens, veículos e ativos financeiros no valor de até R$ 47 milhões, numa tentativa de descapitalizar o grupo. A Justiça Federal de São Paulo expediu todas as ordens judiciais que amparam a ação, que também investiga crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Implicações da aquisição do Banco Master pelo grupo Fictor

O caso ganhou maior repercussão após o anúncio, em 17 de novembro do ano anterior, da compra do Banco Master pelo grupo Fictor, com aporte de R$ 3 bilhões e participação de investidores árabes. Curiosamente, o comunicado ocorreu poucas horas antes da liquidação extrajudicial do Banco Central e da prisão do antigo dono do banco, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal. Essa movimentação financeira suspeita evidencia a complexidade e o alcance do esquema criminoso, revelando como instituições financeiras foram usadas para a movimentação ilegal de fundos.

Perfil dos envolvidos e liderança do esquema criminoso

Segundo as investigações, o líder da organização é Thiago Branco de Azevedo, atualmente foragido da Justiça. Além dele, o CEO e o ex-CEO do grupo Fictor foram alvos da operação recente. A atuação do grupo Fictor está diretamente ligada à lavagem de dinheiro e fraudes financeiras complexas, que utilizam a integração de empresas fictícias e apoio interno em instituições bancárias para garantir a continuidade das operações ilegais.

Desafios e importância da cooperação institucional no combate à lavagem

Este caso ilustra os desafios enfrentados pelas autoridades na identificação e desarticulação de esquemas financeiros ilícitos que envolvem organizações criminosas e o sistema bancário formal. A colaboração entre Polícia Federal, Justiça Federal e órgãos de controle financeiro como o Coaf é essencial para a detecção precoce, a interrupção das operações e a punição dos responsáveis. A investigação reforça a necessidade de vigilância constante para evitar que estruturas semelhantes continuem atuando com impunidade no país.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Viatura PF  • Polícia Federal