Federação das Indústrias de São Paulo destaca impactos econômicos e pressões inflacionárias decorrentes da proposta
Fiesp manifesta preocupação com os efeitos da proposta que prevê o fim da escala 6 x 1, destacando possíveis impactos negativos na economia e emprego.
Panorama da PEC sobre o fim da escala 6 x 1 na Câmara dos Deputados
O debate sobre o fim da escala 6 x 1 ganhou força com o encaminhamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados em 9 de fevereiro de 2026. A proposta, que visa reduzir a jornada de trabalho, reúne iniciativas apresentadas pela deputada Erika Hilton e pelo deputado Reginaldo Lopes, iniciando um processo legislativo que deve incluir ainda uma comissão especial para análise detalhada. O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou a necessidade de discussão aprofundada sobre o tema, citando impactos sobre custos e qualidade de vida dos trabalhadores.
Fiesp manifesta preocupação com efeitos econômicos do fim da escala 6 x 1
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou preocupação com a condução do debate sobre a escala 6 x 1. Paulo Skaf, presidente da entidade, ressaltou que alterações na jornada de trabalho devem respeitar a soberania das negociações coletivas, conforme a Constituição Federal. Para a Fiesp, uma transição sem aumento de produtividade ou redução do chamado “Custo Brasil” acarretará pressões inflacionárias e perda de competitividade para as empresas brasileiras. A entidade enfatiza que pequenas e médias empresas podem sofrer impactos severos, o que pode levar à retração econômica, fechamento de vagas formais e aumento da informalidade.
Impactos potenciais na competitividade e sustentabilidade das empresas brasileiras
A análise da Fiesp destaca que a imposição constitucional de mudanças na jornada de trabalho, sem flexibilidade setorial, pode restringir a autonomia de empresas e trabalhadores. Isso comprometeria a capacidade das empresas de se adaptarem às suas especificidades e demandas produtivas. Além disso, a pressão sobre custos trabalhistas pode agravar a situação econômica das companhias, principalmente as de menor porte, afetando a geração de empregos e contribuindo para a instabilidade do mercado de trabalho formal.
O papel das negociações coletivas na definição da jornada de trabalho
O debate sobre a escala 6 x 1 evidencia a importância das negociações coletivas como instrumento para equilibrar interesses entre empregadores e empregados. A Fiesp defende que qualquer alteração deve preservar essa autonomia para que as particularidades de cada setor sejam consideradas. A rigidez imposta por medidas constitucionais pode prejudicar essa dinâmica, dificultando ajustes necessários para garantir produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores.
Próximos passos legislativos e perspectivas para o setor produtivo
Além da tramitação na CCJ, a PEC sobre o fim da escala 6 x 1 deverá ser analisada em comissão especial, o que sugere um processo legislativo mais demorado. Paralelamente, o governo considera apresentar um projeto de lei para acelerar a discussão, que, se aprovado em regime de urgência, teria prazo de votação mais curto. O cenário indica debates intensos envolvendo representantes do setor produtivo, trabalhadores e autoridades para buscar soluções que conciliem redução da jornada com manutenção da competitividade e equilíbrio econômico.





