Fim da escala 6×1 lidera protestos do 1º de maio em todo o país

Centrais sindicais defendem o fim da escala 6×1 como prioridade nas manifestações do Dia do Trabalhador

Fim da escala 6x1 lidera protestos do 1º de maio em todo o país
Manifestação em São Bernardo do Campo durante ato do 1º de Maio. Foto: José Cruz/Agência Brasil

No 1º de maio, centrais sindicais mobilizam-se pelo fim da escala 6×1, buscando qualidade de vida e jornadas mais justas.

Confira a programação completa dos atos do 1º de Maio

São Bernardo do Campo, Paço Municipal: CUT inicia ações políticas, culturais e serviços às 14h, com o lema “Nossa luta transforma vidas”.
São Paulo, Praça Franklin Roosevelt: CTB concentra manifestações a partir das 9h.
São Paulo, Avenida Paulista: UGT lança a 12ª edição da Expo Paulista às 9h, no Blue Note, Conjunto Nacional, Avenida Paulista 2073.
Cidades do interior paulista: CSB realiza atos em Araçatuba, Itatiba, Ribeirão Preto e Osasco.

O impacto do fim da escala 6×1 para a qualidade de vida dos trabalhadores

O fim da escala 6×1 é a principal bandeira defendida pelas centrais sindicais durante os atos descentralizados do 1º de maio no país. A medida, que busca equilibrar trabalho e vida pessoal, é vista como essencial para a saúde e o bem-estar da classe trabalhadora. Atualmente, projetos tramitam no Congresso Nacional, incluindo o enviado com urgência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

A mobilização das centrais em São Paulo e a ampliação do diálogo social

Na capital paulista, impedida de usar a Avenida Paulista devido a outras manifestações, a CUT optou por ocupar espaços estratégicos como o Paço Municipal de São Bernardo. Com ações que combinam cultura e serviços, a central quer fortalecer a organização da classe trabalhadora e ampliar o diálogo com a população. Parcerias com sindicatos locais estendem as atividades para bairros e municípios, combinando cidadania, cultura e mobilização social.

Outras pautas prioritárias nas manifestações do 1º de Maio

Além do fim da escala 6×1, as centrais sindicais cobram a redução da jornada sem redução salarial, o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização e o fortalecimento das negociações coletivas. Também fazem frente à reforma administrativa e às privatizações, consideradas ameaças aos serviços públicos e à igualdade social. A defesa de direitos dos servidores públicos é igualmente destacada nas agendas das mobilizações.

A cultura como ferramenta de resistência e valorização dos trabalhadores

A programação cultural é rica, com artistas como Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro e outros, que participam dos eventos organizados pela CUT. A UGT destaca a Expo Paulista, maior exposição a céu aberto da América Latina, com 30 painéis do estilista Ronaldo Fraga, retratando as lutas e conquistas da classe trabalhadora. Essa valorização cultural reforça a identidade e a memória coletiva dos trabalhadores brasileiros.

A atuação descentralizada dos sindicatos fortalece a mobilização nacional

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) promove atos em várias cidades do interior paulista, ampliando o alcance das reivindicações. Essa descentralização permite maior visibilidade às demandas locais e contato direto com as bases, fortalecendo a mobilização. Segundo a CSB, essa estratégia é fundamental para ampliar a presença dos movimentos sindicais nas comunidades e garantir que as pautas do 1º de maio sejam debatidas amplamente em todo o país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Fonte: José Cruz/Agência Brasil