Ex-presidente Rodolfo Landim expõe motivações e desentendimentos que influenciaram a decisão do clube sobre o atacante

Ex-presidente do Flamengo detalha bastidores da saída de Gabigol, destacando queda de desempenho e desentendimentos internos.
Contexto da saída de Gabigol do Flamengo em 2024
A saída de Gabigol do Flamengo em 2024 ganhou novos esclarecimentos em entrevista concedida pelo ex-presidente Rodolfo Landim, que detalhou os bastidores da decisão da diretoria. Segundo Landim, o clube ofereceu uma renovação contratual de apenas um ano para o atacante, levando em conta sua queda de rendimento e os episódios dentro e fora de campo. O ano de 2023 foi considerado muito abaixo do esperado, e o começo de 2024 também apresentava dificuldades no desempenho do jogador.
Desentendimentos internos e impacto no ambiente do clube
Landim destacou um episódio na final da Copa do Brasil envolvendo Gabigol e o lateral Filipe Luís, que segundo ele, foi um “negócio inacreditável” e que pode ter influenciado negativamente o ambiente de trabalho. Além disso, o ex-presidente ressaltou que o comportamento do atacante após o anúncio da saída, feito ainda durante a partida contra o Atlético-MG na Copa do Brasil, gerou um isolamento interno do jogador. A ausência de participação nas comemorações do título e a postura em campo contribuíram para o desgaste com companheiros e comissão técnica.
Análise do desempenho e da influência de Gabigol nos técnicos
Apesar de ser considerado um ídolo do clube, Landim afirmou que a pressão exercida por Gabigol sobre os técnicos, em alguns momentos, gerava insegurança nas decisões técnicas. A entrada do atacante no time nem sempre correspondia à melhor solução tática, mas seu peso no clube dificultava a troca. Essa dinâmica também foi um fator para a diretoria avaliar com rigor a renovação do contrato.
O legado de Gabigol no Flamengo e seu encerramento na equipe
Gabigol encerrou sua trajetória no Flamengo como o sexto maior artilheiro da história do clube, com 161 gols e 43 assistências em 308 jogos, além de 13 títulos conquistados, incluindo duas Copas Libertadores e dois Campeonatos Brasileiros. Apesar da importância incontestável, o ex-presidente Rodolfo Landim reforça que a decisão de não estender a permanência do jogador por um prazo maior foi baseada na avaliação do momento atual, considerando rendimento e ambiente.
Repercussões e a despedida formal do atacante no clube
O relacionamento entre Gabigol e a diretoria permaneceu tenso até a despedida oficial. No último jogo pelo Flamengo, o cumprimento entre o atacante e o ex-presidente foi protocolar, sem maiores interações, refletindo a complexidade dessa fase final. A saída de Gabigol serve como reflexão sobre a gestão de ídolos no futebol e os desafios de equilibrar rendimento, comportamento e legado dentro de um clube de grande porte.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Gabigol, ex-atacante do Flamengo • Reprodução/Instagram





