Senador nega responsabilidade e acusa presidente de provocação em negociações comerciais com Trump

Flávio Bolsonaro rebate Lula sobre novo tarifaço prometido pelos EUA — Foto: Reprodução
Pré-candidato à Presidência nega envolvimento em nova taxa e culpa governo petista por provocar tensão nas relações comerciais com Washington.
Rebate em alta tensão marca disputa pré-eleitoral sobre tarifaço Estados Unidos
O tarifaço Estados Unidos contra produtos brasileiros voltou ao centro do debate político nesta quarta-feira, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) respondendo publicamente às acusações do presidente Lula (PT). Em declaração divulgada pelas redes sociais, o pré-candidato à Presidência inverteu as responsabilidades, culpando exclusivamente o governo petista pela situação.
Acusação de provocação sem negociação
Flávio Bolsonaro argumenta que Lula é o único responsável pelo impasse nas relações comerciais com Washington. O senador afirma que o presidente “provocou, esbravejou” e não utilizou canais de negociação eficazes com a administração Trump, levando à ameaça de novas tarifas contra setores estratégicos da economia brasileira.
Em seu texto, o bolsonarista destaca que o governo petista tomou decisões equivocadas ao priorizar outros temas em detrimento da defesa comercial do país. Segundo ele, essas escolhas transformaram potenciais sanções econômicas em narrativa política.
Crítica à atuação sobre facções criminosas
O senador critica duramente a gestão petista quanto ao tratamento de organizações criminosas. Acusa o governo de fazer lobby junto a autoridades americanas para impedir que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho fossem classificados como organizações terroristas, um posicionamento que considera prejudicial aos interesses nacionais.
Flávio Bolsonaro argumenta que essa postura “envergonhou o Brasil” e desconsiderou “o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas”. A crítica une questões de segurança pública à disputa política pré-eleitoral.
Defesa da tecnologia brasileira
Em outro ponto, o senador destacou sua atuação pessoal junto a lideranças americanas. Afirma ter defendido diretamente o PIX em reunião com Donald Trump e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, buscando valorizar a tecnologia e a inovação brasileira nas negociações bilaterais.
Essa postura contrasta com sua crítica ao governo petista, reforçando sua narrativa de que há alternativas diplomáticas e comerciais viáveis quando existe disposição real para negociar de forma competente com Washington.
Contexto da disputa eleitoral
A troca de ataques ocorre em momento crucial do pré-campanha presidencial de 2026. O tarifaço Estado Unidos emerge como fator econômico que pode influenciar a percepção dos eleitores sobre capacidade de gestão dos principais candidatos. Ambos os lados tentam transferir para o adversário a responsabilidade por possíveis prejuízos à economia do país.





