Termo aparece 12 vezes no programa de governo do PL apresentado à Justiça Eleitoral

Declaração à imprensa dos EUA sobre designação do PCC e do CV como grupos terroristas — Foto: Reprodução
Candidato do PL usa termo associado a Lula para fazer contraponto à narrativa da esquerda e debater tema que deixa partido confortável
O candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL) adotou o termo soberania em sua campanha para a eleição de 2026, utilizando a bandeira tradicional da campanha de reeleição do presidente Lula (PT). De acordo com integrantes da cúpula da equipe de Flávio, a estratégia funciona como um “contraponto à narrativa da esquerda”.
No programa de governo apresentado pelo PL à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (13), o termo aparece 12 vezes. Segundo assessores do candidato, o objetivo é redirecioná-lo para o debate sobre segurança pública, tema que deixa o partido “confortável”, na avaliação de seus interlocutores.
A escolha coincide com pesquisas que apontam segurança pública como a principal preocupação do eleitorado, conforme levantamento do instituto Quaest.
“A soberania não começa longe, começa dentro de casa”, diz o programa do candidato do PL. “De nada adianta um país erguer a voz contra inimigos distantes se não protege o próprio cidadão na esquina de casa, do assaltante, do traficante, do medo que tira a liberdade de andar na rua”, afirma o documento.
O presidente Lula tem defendido a soberania nacional em seus discursos desde a imposição de tarifas pelo governo de Donald Trump no ano passado. A narrativa ganhou força após críticas dos Estados Unidos ao PIX e da decisão norte-americana de classificar facções brasileiras como terroristas.







