Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para dialogar sobre tarifas de Trump

Pré-candidato pelo PL discursa em audiência americana e afirma ter tentado 'sensibilizar' presidente dos EUA sobre medidas comerciais

Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para dialogar sobre tarifas de Trump
Senador Flávio Bolsonaro durante participação em podcast discute estratégia diplomática com EUA. Foto: Reprodução — 1 de 1
Flávio Bolsonaro durante participação no podcast Flow — Foto: Reprodução

Pré-candidato à Presidência pelo PL viajou aos EUA para participar de audiência sobre tarifas de 25% impostas por Donald Trump, visando negociar interesses brasileiros.

Flávio Bolsonaro defende diálogo com EUA sobre tarifas comerciais

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, justificou sua participação em audiência pública nos Estados Unidos como tentativa de “sensibilizar” o presidente americano Donald Trump sobre tarifas de 25%. Em entrevista ao podcast Flow, o pré-candidato descreveu a iniciativa como estratégia diplomática desvinculada de propósitos eleitorais.

Audiência em Washington: argumentos contra o tarifaço

No dia 7 de julho, Bolsonaro discursou em audiência pública americana, acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro, deputado cassado residente nos Estados Unidos. Durante a apresentação em inglês, ressaltou que as eleições presidenciais brasileiras ocorrerão em outubro, argumentando que impor tarifas neste momento criaria dificuldades irreversíveis. “Impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão”, disse na oportunidade.

Cronograma eleitoral como fator diplomático

O senador enfatizou a urgência do momento político brasileiro, considerando-o inadequado para decisões comerciais de longo prazo. Flávio Bolsonaro caracterizou a medida como o “pior momento possível” para aplicação, defendendo negociações que preservem interesses mútuos entre Brasil e Estados Unidos sem imposição tarifária prévia.

Legitimação da iniciativa privada

Em declarações ao podcast, o pré-candidato afirmou que independentemente do resultado eleitoral brasileiro, o próximo mandatário teria que administrar consequências comerciais. “Nós temos diversas coisas aqui que podem interessar os Estados Unidos e vice-versa, vamos sentar e ver o que melhor Brasil e para vocês sem tarifa sobre a mesa”, argumentou, posicionando-se como mediador pragmático em negociações bilaterais.

Contexto político e pesquisas

Segundo pesquisa Quaest, Lula lidera intenção de voto com 45% contra 37% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno, contextualizando a estratégia de visibilidade internacional do senador no cenário pré-eleitoral.