Presidente da Fiesp destaca formalização como prioridade antes do debate sobre a escala 6×1

Paulo Skaf alerta que a formalização de 44 milhões de trabalhadores deve ser prioridade antes de discutir o fim da escala 6×1 no Brasil.
Formalização de trabalhadores como prioridade nacional
A formalização de trabalhadores é um tema central abordado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante o CNN Talks realizado em São Paulo no dia 20 de março de 2026. Ele destacou que o Brasil possui cerca de 44 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, sendo 17 milhões completamente informais. Para Skaf, a “formalização de trabalhadores” deve ser priorizada antes de qualquer avanço no debate sobre o fim da escala 6×1, que estabelece o regime de trabalho de seis dias seguidos por um de descanso.
Impactos econômicos do debate sobre a escala 6×1 e a reforma tributária
Skaf alertou que mudanças na legislação trabalhista, como a redução da jornada ou o fim da escala 6×1, podem trazer impactos negativos à indústria e à economia, especialmente se implementadas simultaneamente com a reforma tributária. Ele enfatizou que o momento atual exige cautela para evitar danos que afetem produtividade e preços.
Influência do ano eleitoral no andamento das discussões trabalhistas
O presidente da Fiesp ressaltou que a pressão política decorrente do ano eleitoral interfere nas decisões do Congresso, dificultando o avanço de debates relevantes sobre a legislação trabalhista. Por isso, defende que o tema da escala 6×1 seja discutido com mais profundidade e só tenha suas decisões tomadas a partir de 2027, garantindo um ambiente político mais estável.
Repercussão no setor imobiliário e na aquisição da casa própria
Luiz França, presidente da Abrainc, também participou do painel e concordou com a avaliação da indústria ao afirmar que a mudança na escala de trabalho pode elevar os custos de produção, refletindo no aumento dos preços dos imóveis. Esse cenário tende a dificultar o acesso dos brasileiros à casa própria, reforçando a necessidade de avaliar cuidadosamente as consequências das alterações na legislação trabalhista.
Desafios estruturais para o desenvolvimento econômico do Brasil
Além da formalização dos trabalhadores, Skaf destacou outras prioridades nacionais como a melhoria da educação, da segurança pública e jurídica. Ele alertou que essas questões, somadas às mudanças legislativas, exigem planejamento e não podem ser tratadas com improvisações, para que o país consiga avançar de forma sustentável e evitar “ciladas” que prejudiquem o crescimento econômico.
A formalização de trabalhadores representa um desafio complexo que envolve aspectos sociais, econômicos e políticos no Brasil atual. A abordagem cautelosa defendida por líderes como Paulo Skaf evidencia a necessidade de políticas públicas integradas e diálogo entre os setores para garantir avanços que beneficiem o mercado de trabalho e a economia como um todo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo





