Freira assassinada em convento no Paraná foi vítima de estupro e asfixia

Inquérito policial confirma violência sexual e revela detalhes do crime contra Nadia Gavanski em Ivaí

Freira assassinada em convento no Paraná foi vítima de estupro e asfixia
Convento em Ivaí onde ocorreu o crime contra a freira Nadia Gavanski

Inquérito aponta que freira assassinada em convento no Paraná sofreu estupro e asfixia em ataque brutal.

A freira assassinada em um convento em Ivaí, Paraná, identificada como Nadia Gavanski, de 82 anos, foi vítima de estupro além da morte por asfixia, segundo indica o inquérito policial finalizado em 27 de fevereiro de 2026. O crime ocorreu no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, onde a religiosa morava e levava uma vida simples, dedicada à fé e ao serviço comunitário. A Polícia Civil do Paraná concluiu que, além da morte causada pela asfixia, Nadia sofreu violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões encontradas.

Detalhes do crime e perfil do suspeito preso pela polícia

De acordo com as investigações, o suspeito invadiu o convento por volta das 13h30 do dia 21 de fevereiro, alegando inicialmente estar trabalhando em um evento, mas a freira questionou sua presença no local. O homem, que tinha registros por crimes anteriores como roubo, furto e violência doméstica desde 2024, empurrou Nadia, que caiu e pediu ajuda. Ele então a asfixiou e cometeu violência sexual. O agressor negou tais práticas em depoimento, mas admitiu o homicídio e afirmou ter ouvido vozes que o incitaram ao crime. Ele foi preso após tentativa de fuga e resistiu à abordagem policial.

Contexto social e a vida dedicada da freira Nadia Gavanski

Nadia Gavanski nasceu em 18 de maio de 1943 em Prudentópolis, Paraná, e entrou na vida religiosa em 1971, dedicando 55 anos ao serviço em diversas comunidades paranaenses, incluindo Dorizon, Irati e Ivaí. Segundo relatos de colegas religiosas, tinha uma rotina simples e pacífica, apesar de limitações físicas causadas por um Acidente Vascular Cerebral do passado, que a impedia de falar. Ela costumava cuidar da horta e alimentar as galinhas do convento diariamente, momento em que foi surpreendida pelo invasor.

Repercussões e resposta da comunidade após o assassinato da religiosa

O assassinato da freira gerou consternação na comunidade local e religiosa. O velório ocorreu em 22 de fevereiro em Prudentópolis, reunindo familiares, amigos e membros da Igreja. A brutalidade do crime, especialmente por ter ocorrido em um local sagrado e contra uma pessoa idosa e vulnerável, chocou os moradores e autoridades. A investigação e a prisão do suspeito são vistas como um passo importante para a justiça e a segurança das comunidades religiosas.

Aspectos legais e encaminhamentos do caso para o Ministério Público

O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Paraná para que sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis. O suspeito foi acusado formalmente de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. O caso evidencia a importância de políticas de proteção a idosos e instituições religiosas, além do combate rigoroso à violência sexual e aos crimes contra a vida. As autoridades seguem com o acompanhamento do processo para assegurar que a justiça seja realizada.

Fonte: www.metropoles.com