Funcionários da saúde em PR flagrados usando veículo oficial para tráfico

Investigação revela uso indevido de carro público em crime de drogas

Funcionários da saúde de General Carneiro foram flagrados com cocaína em veículo oficial em operação da PM.

No sul do Paraná, a utilização de veículos oficiais para atividades ilícitas ganhou destaque após a detenção de dois funcionários da Secretaria Municipal de Saúde de General Carneiro. A Polícia Militar (PM-PR) abordou os indivíduos em União da Vitória, onde foram encontrados com cocaína dentro do carro da prefeitura.

O escândalo do uso indevido de veículos públicos

A investigação começou após uma denúncia anônima, recebida em 22 de dezembro de 2025, que apontava uma residência na Avenida André Juck como um ponto de tráfico de drogas. A PM se dirigiu ao local e observou o carro da prefeitura estacionando. Durante a abordagem, Elson José de Assunção e Igor Correia Garbin foram identificados. Elson, um motorista concursado, e Igor, um controlador de frota comissionado, foram flagrados em circunstâncias suspeitas, trocando uma pistola por 500 gramas de cocaína.

Detalhes da investigação

O delegado Douglas Possebon confirmou que a abordagem resultou na apreensão de entorpecentes e uma arma de fogo. Valéria Aparecida Rucinski, que estava na casa durante a operação, também foi presa. A prefeitura de General Carneiro emitiu uma nota expressando repúdio ao ato, afirmando que tomará medidas administrativas, incluindo o afastamento dos funcionários envolvidos.

Reação da administração municipal e defesas

A gestão municipal, em sua nota, destacou que não tolera comportamentos que infrinjam a ética e a legalidade no serviço público. O prefeito prometeu uma investigação rigorosa e o afastamento imediato dos envolvidos, reiterando o compromisso com a transparência e a responsabilidade na administração pública.

A defesa de Igor alegou que ele não tinha conhecimento das atividades ilegais de Elson, argumentando que foi enganado durante a entrega de um pacote aparentemente inocente. Segundo a defesa, Igor estava apenas cumprindo suas obrigações, e a situação foi mal interpretada, o que levará à demonstração de sua inocência no processo judicial.

A repercussão desse caso levanta questionamentos sobre a integridade no uso de recursos públicos e a necessidade de mecanismos de fiscalização mais rigorosos na administração pública. A sociedade espera por respostas e ações efetivas para evitar que situações como essa voltem a ocorrer.