Pesquisadores da UFSC registram em vídeo o parasita que controla aranhas na Amazônia, gerando comparações com o jogo The Last of Us

Fungo amazônico transforma tarântula em zumbi e cresce para fora do corpo, liberando esporos para infectar outras aranhas.
O fungo amazônico que transforma tarântulas em zumbis chamou atenção após imagens capturadas pelo pesquisador Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), viralizarem nas redes sociais. O registro mostra o fungo crescendo para fora do corpo da aranha, com estruturas alaranjadas que liberam esporos.
O fungo parasita na Amazônia
O episódio foi observado na região amazônica após a morte da tarântula infectada. O fungo rompe o exoesqueleto da aranha e forma ramificações externas que funcionam como estruturas para a liberação de esporos no ambiente. Esse mecanismo garante a continuidade do ciclo de vida do parasita, infectando outras aranhas da mesma espécie.
Comparação com o fungo de The Last of Us
O biólogo Henrique Charles destacou em vídeo a semelhança entre esse fungo real e o fungo fictício do jogo The Last of Us, que infecta humanos e os transforma em zumbis. Apesar da aparência, os cientistas afirmam que o fungo amazônico não representa risco para humanos, visto que não há registros de infecção em mamíferos de sangue quente.
Ciclo de vida e propagação do fungo
De acordo com Drechsler-Santos, as estruturas alaranjadas visíveis na tarântula são responsáveis pela produção e liberação dos esporos. Ao se disseminarem pelo ambiente, esses esporos infectam outras aranhas, perpetuando o parasitismo. Esse processo é comum entre fungos do gênero cordyceps, conhecidos por seu controle sobre artrópodes.
Segurança para humanos e mamíferos
Até o momento, não existe evidência científica de que esse tipo de fungo possa infectar mamíferos de sangue quente, como humanos. A preocupação com zoonoses é monitorada, mas especialistas garantem que o fungo amazônico permanece restrito a artrópodes, sem oferecer risco direto à saúde pública.
Importância do estudo e conservação
O registro e estudo desse fungo na Amazônia contribuem para o conhecimento da biodiversidade e das interações ecológicas na região. Compreender os ciclos de parasitismo ajuda a elucidar o equilíbrio ambiental e a preservação das espécies locais.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Elisandro Ricardo Drechsler-Santos





