Futuros do milho recuam quase 2% em Chicago após relatório do Usda

Relatório do USDA indica estoques elevados e provoca onda de vendas técnicas que pressiona preços do milho nesta quinta-feira

Futuros do milho recuam quase 2% em Chicago após relatório do Usda
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Futuros do milho sofreram queda de quase 2% em Chicago devido a estoques elevados apontados pelo relatório do USDA e pressão de vendas técnicas.

Os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram quedas próximas a 2% nesta quinta-feira, 11 de fevereiro de 2026, refletindo o impacto direto do relatório morno de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ben Potter, analista do Farm Futures, destacou que o mercado enfrentou uma onda de vendas técnicas motivada pela confirmação de estoques elevados, reforçando a ampla oferta disponível para o cereal.

Relatório do USDA amplia projeção de estoques para safras 2025/26 e 2026/27

O USDA apontou que o estoque final da safra 2025/26 dos Estados Unidos será de 54,49 milhões de toneladas, superando as previsões anteriores de 54,41 milhões e também a média esperada pelo mercado, que estava em 54,31 milhões. Este é o maior nível em sete anos, contrariando a expectativa de um corte menor. Para a safra 2026/27, os estoques finais estão projetados em 49,79 milhões de toneladas, acima dos 49,71 milhões previstos em maio e das expectativas médias do mercado. No cenário global, o estoque final para 2026/27 foi revisado de 277,54 milhões para 281,22 milhões de toneladas, também ultrapassando as estimativas dos analistas.

Impacto dos estoques elevados e baixa no petróleo sobre o mercado de milho

Além dos dados do USDA, o mercado de milho foi afetado pela queda nos preços internacionais do petróleo, que contribuiu para a pressão negativa sobre os contratos futuros. A combinação desses fatores levou investidores a realizarem uma onda significativa de vendas técnicas, o que resultou em quedas entre 1,5% e 1,75% nos principais contratos. O vencimento julho/26 fechou cotado a US$ 4,11, com baixa de 1,73%, seguido por setembro/26, dezembro/26 e março/27, que também sofreram desvalorizações superiores a 1,6% em relação ao fechamento anterior.

Repercussão no mercado brasileiro e perspectivas para a safra safrinha

No mercado nacional, os futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) seguiram a tendência internacional e operaram sob pressão semelhante, apesar de fatores que podem sustentar os preços no médio prazo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou uma leve redução na produção da safra safrinha, de 108,445 milhões de toneladas para 107,86 milhões, refletindo quebras em algumas regiões. Essa redução pode oferecer suporte aos preços futuros, mesmo diante das quedas observadas no curto prazo. Os preços no mercado físico apresentaram variações regionais, com desvalorizações em várias localidades e valorização pontual em Sorriso (MT).

Análise das perspectivas para o mercado de milho em 2026

O cenário apresentado pelo USDA reforça a expectativa de estoques elevados e ampla oferta para os próximos anos, o que pode manter a pressão sobre os preços internacionais do milho. No entanto, fatores regionais, como quebras de safra e demanda local, especialmente no Brasil, podem contribuir para oscilações e oportunidades pontuais de valorização. A dinâmica entre oferta global e particularidades locais continuará sendo determinante para as movimentações futuras dos preços e estratégias dos agentes do mercado agrícola.

Fonte: www.noticiasagricolas.com.br