Relatório da OCDE mostra aceleração em maioria das economias, com Brasil e Coreia do Sul em destaque no primeiro trimestre de 2026

O crescimento PIB G20 permanece estável em 0,7% no primeiro trimestre de 2026, mas cenário revela dinâmicas distintas entre as 20 maiores economias mundiais.
Crescimento PIB G20 permanece estável em 0,7% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados preliminares divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta segunda-feira, 15 de junho
O resultado reflete um cenário econômico repleto de contradições entre os membros do grupo que reúne as maiores economias do planeta. Enquanto algumas nações conseguem retomar ritmo de expansão mais acelerado, outras enfrentam desafios significativos que freinam sua evolução.
Brasil e Coreia do Sul lideram recuperação econômica
Os dados apontam que o Brasil experimentou uma aceleração notável no crescimento do PIB. A economia brasileira saltou de uma taxa de 0,3% no quarto trimestre de 2025 para 1,1% no primeiro trimestre deste ano, evidenciando uma recuperação mais robusta.
A Coreia do Sul apresentou expansão ainda mais impressionante, revertendo completamente uma contração de 0,1% registrada no trimestre anterior para um crescimento de 1,8%. Este desempenho coloca a economia sul-coreana entre as que mais acelerou no período analisado.
Avanço moderado em economias desenvolvidas
As maiores economias desenvolvidas do G20 experimentaram acelerações, ainda que com magnitude mais contida. O Reino Unido passou de 0,2% para 0,6%, enquanto o Japão evoluiu de 0,2% para 0,5%.
Os Estados Unidos registraram crescimento de 0,4%, acima dos 0,1% do trimestre anterior. A Alemanha, maior economia europeia, acelerou de 0,2% para 0,3%, sugerindo recuperação ainda gradual.
Economias asiáticas mantêm dinamismo
A Índia continuou sua trajetória de expansão acelerada, alcançando 1,9% no primeiro trimestre após 1,8% no período anterior. A China também demonstrou progressão, passando de 1,2% para 1,3%.
A Indonésia manteve seu crescimento forte em 1,4%, demonstrando estabilidade no desempenho. Estes resultados reforçam o papel das economias asiáticas como motores importantes da expansão global.
Contrações e desacelerações preocupam
Nem todos os membros do G20 acompanharam a tendência de recuperação. A Arábia Saudita registrou contração significativa de 1,2%, invertendo completamente a alta de 1,3% vista no trimestre anterior.
O México enfrentou desempenho negativo com queda de 0,6%, revertendo o crescimento anterior de 0,7%. A França apresentou contração de 0,1%, enquanto a Turquia desacelerou de 0,4% para 0,1%. A Austrália também viu sua expansão reduzir substancialmente de 0,9% para 0,3%.
Perspectiva anual revela disparidades ainda maiores
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB do G20 expandiu 3,2%, demonstrando expansão mais robusta quando avaliado sob perspectiva anual. Contudo, as disparidades individuais são significativas.
A Índia destacou-se com a maior taxa de crescimento anual do grupo, alcançando 8,0%, consolidando sua posição como economia de expansão mais acelerada entre as 20 maiores. Em contrapartida, o Canadá apresentou o pior desempenho, registrando contração anual de 0,1% após recuar 0,2% no trimestre final de 2025.
Análise dos padrões econômicos globais
Os dados revelam que o crescimento do G20 permanece em terreno estável, mas a heterogeneidade entre membros reflete desafios distintos enfrentados por cada economia. Enquanto mercados emergentes asiáticos mantêm dinamismo superior, economias desenvolvidas avançam a ritmo mais gradual.
As contrações observadas em alguns membros sugerem que fatores específicos regionais, como volatilidade de preços de commodities, dinâmicas cambiais e políticas monetárias locais, continuam influenciando trajetórias econômicas de forma desproporcional.
O quadro oferecido pela organização internacional aponta para continuidade de um cenário de recuperação moderada e desigual entre as principais potências econômicas mundiais, com perspectivas que dependem fortemente de como cada nação gerencia seus desafios macroeconômicos particulares.





