Gabriel Galípolo defende autonomia financeira para fortalecer Banco Central

Presidente do Banco Central destaca importância da autonomia orçamentária e ampliação do perímetro regulatório em discurso a banqueiros

Gabriel Galípolo defende autonomia financeira para fortalecer Banco Central
Gabriel Galípolo durante encontro com banqueiros em São Paulo

Gabriel Galípolo defende autonomia financeira do Banco Central para ampliar supervisão e inovação tecnológica.

Autonomia financeira do Banco Central como resposta aos desafios atuais

Em 9 de fevereiro de 2026, durante um encontro com banqueiros em São Paulo, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, destacou a autonomia financeira do Banco Central como um passo essencial para fortalecer a supervisão do sistema financeiro brasileiro. Galípolo ressaltou que o aumento no número de instituições sob a supervisão do BC exige uma resposta robusta, principalmente diante da redução de recursos humanos e financeiros atualmente disponíveis.

A importância da autonomia orçamentária para a supervisão

A autonomia financeira, segundo Galípolo, representa um “catching up”, ou seja, uma atualização necessária para alinhar o Banco Central brasileiro aos padrões de bancos centrais internacionais. Essa autonomia permitiria a ampliação do orçamento destinado à supervisão, possibilitando investimentos em tecnologia própria e mais avançada. O presidente do BC frisou que tal avanço é crucial para migrar de uma supervisão baseada em amostragem para uma análise mais detalhada e abrangente, especialmente com o uso de inteligência artificial, respeitando o sigilo e a segurança dos dados nacionais.

Desafios tecnológicos e necessidade de investimentos próprios

Galípolo também abordou a questão da tecnologia na supervisão financeira, ressaltando que o BC não pode utilizar soluções estrangeiras que comprometam a confidencialidade dos dados. Por isso, destacou a urgência em desenvolver e investir em tecnologia própria, que assegure a inteligência artificial no monitoramento do sistema financeiro. Essa estratégia é vista como fundamental para elevar a capacidade supervisora do Banco Central frente às novas demandas do mercado.

Expansão do perímetro regulatório e impacto para o mercado financeiro

Paralelamente à discussão sobre autonomia financeira, o presidente do BC enfatizou a importância de ampliar o perímetro regulatório da instituição. Atualmente, algumas instituições financeiras não estão sob supervisão direta do Banco Central. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Congresso, proposta pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), pode incorporar dispositivos que ampliem o alcance do BC, incluindo a fiscalização de fundos de investimento. Essa medida visa disciplinar o mercado e reduzir riscos sistêmicos.

Contexto político e perspectivas para a autonomia do Banco Central

A autonomia financeira do Banco Central é tema de debate no Congresso Nacional, onde a PEC que trata do assunto tem ganhado atenção. A inclusão de dispositivos para expandir o perímetro regulatório demonstra o interesse em fortalecer a atuação do BC diante dos casos recentes que exigem maior controle e fiscalização. A aprovação dessa proposta pode ser um marco para a consolidação do papel do Banco Central como guardião da estabilidade financeira do país.

Considerações finais sobre o posicionamento de Gabriel Galípolo

A fala de Gabriel Galípolo revela uma agenda clara para o Banco Central: ampliar sua capacidade de supervisão por meio de maior autonomia financeira e regulatória. Esse movimento busca não apenas adequar a instituição às melhores práticas internacionais, mas também preparar o sistema financeiro brasileiro para os desafios tecnológicos e regulatórios do futuro. A iniciativa pode impactar diretamente a segurança do mercado e a confiança dos investidores no Brasil.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br