Fenômenos climáticos antecipam a colheita e impactam a qualidade da silagem na safra gaúcha

As geadas registradas no RS anteciparam o corte do milho silagem, acelerando a colheita e afetando a qualidade da forragem.
Panorama atual da colheita do milho silagem no Rio Grande do Sul
As geadas aceleram corte do milho silagem no Rio Grande do Sul, com a colheita alcançando 97% da área cultivada até o dia 22 de fevereiro de 2026. Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, o avanço rápido na colheita ocorreu devido às condições climáticas adversas, que anteciparam o término da safra. O produtor rural tem adaptado suas práticas frente às baixas temperaturas, que têm influenciado diretamente a qualidade e o manejo do milho para silagem.
Impactos das geadas na qualidade do milho para silagem
As geadas recentes levaram a uma dessecação precoce das plantas e à perda significativa da área foliar, fatores que comprometem a qualidade bromatológica do milho silagem. Essa redução na qualidade nutricional pode afetar a alimentação animal, exigindo atenção redobrada dos produtores. Em algumas localidades, como a região administrativa de Erechim, as lavouras sofreram severos impactos, refletindo em variações na produtividade e na composição da massa verde.
Estratégias dos produtores para minimizar perdas na safra
Para reduzir os efeitos negativos das baixas temperaturas, produtores têm antecipado o corte das lavouras, mesmo em condições de alta umidade, buscando preservar o valor nutricional da forragem. Em alguns casos, áreas inicialmente destinadas à produção de grãos foram convertidas para silagem, demonstrando flexibilidade e adaptação do setor frente às adversidades climáticas. Essas medidas são fundamentais para garantir o abastecimento animal e a sustentabilidade da produção regional.
Análise das produtividades e áreas cultivadas na temporada
A área cultivada projetada pela Emater/RS-Ascar é de 345.299 hectares, com produtividade média estimada em 37.840 quilos por hectare. Destaca-se a região de Erechim, que apresenta uma produtividade média de 44.100 quilos por hectare de massa verde, apesar dos impactos das geadas. A região de Santa Rosa também tem registrado antecipação na colheita devido ao risco de novas geadas, evidenciando a importância do acompanhamento climático para decisões agrícolas.
Perspectivas e desafios futuros para a produção de milho silagem no RS
O cenário atual impõe desafios significativos para a produção de milho silagem no Rio Grande do Sul, principalmente relacionados à variabilidade climática e seus efeitos na qualidade do produto final. A continuidade das baixas temperaturas poderá exigir novas estratégias de manejo e planejamento para as próximas safras. A adaptação dos produtores e o suporte técnico especializado serão essenciais para manter a eficiência produtiva e garantir a oferta de forragem adequada para o setor pecuário regional.
Fonte: www.agrolink.com.br
Fonte: Emater/RS-Ascar







