Cúmplice de Jeffrey Epstein presta depoimento por videoconferência e pode usar a Quinta Emenda para não responder perguntas

Ghislaine Maxwell depõe em comissão do Congresso dos EUA e pode invocar a Quinta Emenda para não se incriminar.
Contexto do depoimento de Ghislaine Maxwell no Congresso dos EUA
Ghislaine Maxwell depõe no Congresso dos EUA nesta segunda-feira, em uma sessão organizada pela Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes. Maxwell, acusada de tráfico sexual de menores, participa do depoimento por videoconferência direto da prisão onde cumpre pena de 20 anos. A expectativa é de que ela invoque o direito constitucional garantido pela Quinta Emenda para não responder às perguntas, protegendo-se contra autoincriminação.
Investigação republicana sobre conexões de Jeffrey Epstein
A Comissão de Supervisão controlada por republicanos busca entender as ligações de Jeffrey Epstein com políticos e empresários influentes. O grupo também analisa como as informações referentes aos crimes de Epstein foram tratadas antes e após sua morte. A atuação de Maxwell é central para esclarecer esses pontos, já que sua colaboração poderia ampliar o entendimento sobre a rede que cercava Epstein.
Novos documentos revelam líderes envolvidos em escândalos ligados a Epstein
No final de janeiro, o governo dos Estados Unidos liberou arquivos relacionados ao caso Epstein, que incluíram nomes de líderes políticos e empresariais ao redor do mundo. Vários desses figurões enfrentaram escândalos públicos ou renunciaram devido às conexões com o criminoso sexual. Apesar das revelações, não há expectativa de novas acusações contra Maxwell ou outras pessoas até o momento.
Rejeição do pedido de imunidade e implicações para o depoimento
Advogados de Ghislaine Maxwell solicitaram imunidade para que ela pudesse testemunhar sem risco de autoincriminação. O Congresso, porém, recusou esse pedido, levando a equipe jurídica a afirmar que a cliente provavelmente usará a Quinta Emenda para se proteger. Eles classificaram o depoimento como um possível “espetáculo político”, ressaltando a tensão entre o aspecto jurídico e a investigação política do caso.
Histórico do caso Epstein e o papel de Maxwell
Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por solicitar prostituição de menor. Em 2019, morreu na prisão enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de mulheres, incluindo menores. Maxwell foi considerada cúmplice no tráfico sexual de menores e sentenciada a 20 anos de prisão. Sua participação nos eventos do Congresso serve como um marco para compreender as ramificações políticas e sociais do caso, além de reforçar o debate sobre justiça e responsabilidade de figuras ligadas a crimes sexuais graves.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: , com sua parceira e sócia Ghislaine Maxwell





