Ministro decano vê risco de interferência em crise envolvendo Mendonça, Moraes e Andrei Rodrigues

Ministro Gilmar Mendes defende a saída de delegados da Polícia Federal que atuam em gabinetes do Supremo
O ministro Gilmar Mendes defendeu nesta quarta-feira (3) a saída de delegados da Polícia Federal que atuam em gabinetes do Supremo Tribunal Federal. A recomendação será reforçada ao ministro Edson Fachin, presidente da corte.
Segundo Gilmar, a permanência desses agentes representa risco de interferência nas operações policiais. O ministro decano ressaltou a preocupação em meio à crise que envolve os ministros Mendonça e Moraes, além do delegado Andrei Rodrigues.
A questão ganhou destaque após conflitos relacionados à atuação da corporação nos últimos meses. Gilmar argumenta que a independência da Polícia Federal pode ficar comprometida quando delegados trabalham em estreita proximidade com gabinetes ministeriais.
A sugestão de Gilmar segue as recomendações de separação entre as atividades de segurança pública e as funções judiciais no âmbito do STF. O ministro entende que essa separação é fundamental para evitar qualquer aparência de interferência política nas investigações conduzidas pela corporação.
Fachin deverá avaliar a proposta e decidir sobre a implementação da medida. A decisão dependerá de análise sobre a melhor forma de reorganizar o quadro de pessoal federal que presta serviços ao tribunal.





