Gílson Rampazzo, educador e escritor, falece aos 82 anos

Reconhecido por seu trabalho no ensino de redação no Brasil.

Gílson Rampazzo, educador e escritor, falece aos 82 anos
Gílson Rampazzo, educador e escritor, em foto de 2018. Foto: Karime Xavier/Folhapress.

Morre Gílson Rampazzo, pioneiro no ensino de redação no Brasil, aos 82 anos.

O legado de Gílson Rampazzo

O falecimento de Gílson Rampazzo, ocorrido em 20 de dezembro de 2025, marca a perda de um dos maiores educadores brasileiros. Com 82 anos, Rampazzo foi um dos primeiros a ensinar redação de forma sistemática no país, contribuindo significativamente para a formação de gerações de estudantes.

A trajetória de um educador comprometido

Nascido em Americana, São Paulo, Rampazzo dedicou sua vida à educação. Em 1964, ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e, ao longo de sua carreira, tornou-se um dos fundadores do Colégio Equipe, uma instituição respeitada na capital paulista. Ele sempre defendeu a redação como uma disciplina essencial no currículo escolar, entendendo a importância da escrita na formação do pensamento crítico.

Rampazzo também teve um forte envolvimento em questões sociais e políticas. Durante a ditadura militar, foi preso e torturado, experiências que influenciaram seu trabalho pedagógico e sua visão sobre a liberdade de expressão e o papel da educação na sociedade. Em 2018, ele declarou que buscava “liberdade de pensamento”, distanciando-se de organizações políticas que limitavam essa liberdade.

A importância da redação na formação do aluno

Rampazzo não apenas ensinou redação; ele transformou a disciplina em uma ferramenta de empoderamento. Seus cursos e laboratórios de escrita eram conhecidos por estimular a criatividade dos alunos, permitindo que eles desenvolvessem sua voz própria na literatura. Sua abordagem inovadora ajudou a consolidar a redação como uma parte fundamental do aprendizado em escolas por todo o país.

Repercussão e homenagens

O impacto do trabalho de Gílson Rampazzo é evidente nas muitas homenagens que têm recebido desde sua morte. O Memorial da Resistência, em nota, destacou seu compromisso com a educação e a cultura, reconhecendo sua contribuição duradoura para a formação de leitores e escritores. Além disso, o Museu Lasar Segall, onde ele também lecionou, expressou sua tristeza pela perda de um educador que deixou uma marca indelével em seus alunos.

O legado de Gílson Rampazzo viverá através dos muitos alunos que ele inspirou e das ideias que ele defendeu ao longo de sua vida. Sua dedicação à educação e à liberdade de expressão continua a ser uma inspiração para todos os que trabalham na área da educação.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Karime Xavier/Folhapress