Governo avalia exceção fiscal para impulsionar data centers em 2026

Proposta busca viabilizar programa Redata mesmo com restrições da LDO e garantir investimentos no setor de tecnologia

Governo avalia exceção fiscal para impulsionar data centers em 2026
Palácio da Alvorada em Brasília, centro das negociações fiscais. Foto: Agência Brasil

Governo planeja pedir ao Congresso exceção fiscal para reativar incentivos a data centers em 2026, apesar da restrição da LDO.

Governo analisa exceção fiscal para data centers em 2026

A exceção fiscal para data centers é uma medida em avaliação pelo governo federal para reativar a política de atração de investimentos no setor em 2026. Com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) proibindo ampliações de benefícios tributários neste ano, a iniciativa busca uma alternativa para viabilizar o programa Redata, que beneficia empresas do segmento com incentivos fiscais. Fontes governamentais indicam que a proposta será encaminhada ao Congresso Nacional para garantir a continuidade do programa sem comprometer a meta fiscal.

O que é o programa Redata e seus benefícios fiscais

O Redata foi instituído por medida provisória em 2023, oferecendo regime tributário especial para empresas de data centers. Entre os benefícios estão a isenção de PIS/Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de tecnologia da informação, sejam eles importados ou produzidos no Brasil. Equipamentos sem produção nacional também ficam isentos de Imposto de Importação. Além disso, o programa prevê contrapartidas que incentivam a aplicação de recursos em pesquisa e desenvolvimento para fortalecer a cadeia produtiva nacional.

Restrições da LDO e o desafio para o setor tecnológico

A Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 vedou a criação ou ampliação de benefícios fiscais no ano, o que impede o ressurgimento automático do Redata. Esse cenário deixou investimentos previstos no setor paralisados, gerando preocupação no mercado de tecnologia e inovação. A restrição orçamentária reflete o esforço do governo para manter o equilíbrio fiscal, mas tem gerado debate sobre a necessidade de estímulos para segmentos estratégicos como os data centers.

Estratégia legislativa para aprovação da exceção fiscal

A proposta para superar a trava da LDO deve ser apresentada por meio de projeto de lei complementar, que requer maioria absoluta no Congresso para aprovação. Esse caminho permite a criação de uma exceção específica para o Redata, evitando abertura para outras flexibilizações fiscais. O projeto de lei ordinária que reativa o programa já foi aprovado pela Câmara e aguarda votação no Senado. A negociação será conduzida com cautela para garantir que o benefício alcance os objetivos de desenvolvimento do setor tecnológico.

Impactos econômicos e perspectivas para data centers no Brasil

A reedição do Redata é vista como fundamental para destravar investimentos estimados em R$ 5 bilhões em 2026, valor já previsto no orçamento federal. O estímulo fiscal favorece a modernização da infraestrutura de tecnologia no país, contribuindo para o crescimento econômico e a atração de empresas nacionais e internacionais. Além disso, o programa potencializa a inovação ao exigir investimento em pesquisa e desenvolvimento, promovendo o adensamento das cadeias produtivas brasileiras no setor digital.

Considerações finais sobre o futuro dos incentivos fiscais a data centers

A exceção fiscal para data centers representa um esforço coordenado entre Executivo e Legislativo para equilibrar responsabilidade fiscal e fomento à inovação. A medida tem o potencial de consolidar o Brasil como polo tecnológico ao garantir ambiente regulatório favorável para investimentos estratégicos. A aprovação no Congresso será determinante para a continuidade do programa Redata e para o desenvolvimento sustentável do setor de tecnologia da informação.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Agência Brasil