Proposta que vincula 1% da receita à assistência social enfrenta resistência do Palácio do Planalto

Governo federal resiste à aprovação de piso mínimo que destina 1% da receita para assistência social, alegando impacto financeiro.
Governo federal se posiciona contra piso mínimo para assistência social
O governo federal tem demonstrado resistência à aprovação da PEC que prevê um piso mínimo para assistência social, vinculando 1% da receita corrente líquida à área. Nesta quinta-feira (2), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a intenção de votar o texto na próxima semana, movimentando o cenário político em Brasília. A pauta, que visa fortalecer o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), preocupa o Palácio do Planalto devido aos impactos financeiros previstos a partir de 2027.
Impactos financeiros e temores do Palácio do Planalto
Fontes governamentais revelam que a criação de um gasto permanente e vinculado ao orçamento público causaria um efeito cascata, abrindo precedentes para outras propostas similares no Congresso Nacional, principalmente em anos eleitorais. O governo avalia que a vinculação de recursos orçamentários, como o piso mínimo para assistência social, poderia comprometer a estabilidade fiscal e a capacidade de investimentos em outras áreas essenciais. O temor é que a aprovação estimule a criação de novas despesas obrigatórias que limitariam a flexibilidade orçamentária do Executivo.
Contexto político e movimentações na Câmara dos Deputados
O anúncio de Hugo Motta em pautar a PEC pode estar alinhado a estratégias políticas que visam conquistar apoio dos deputados, sobretudo em um ano eleitoral e com a disputa pela presidência da Câmara prevista para fevereiro do próximo ano. Nas redes sociais, Motta ressaltou o compromisso da Casa com as pessoas mais vulneráveis ao defender a proposta, evidenciando o caráter popular da medida e sua relevância para a agenda social do país.
A PEC 14/2021 e o debate sobre despesas permanentes no Congresso
Além da PEC que propõe o piso mínimo para assistência social, outras emendas constitucionais que criam despesas permanentes avançam no Congresso. A PEC 14/2021, aguardando aprovação no Senado, prevê aposentadoria especial para agentes de saúde, podendo gerar um impacto financeiro anual estimado em R$ 2,5 bilhões. Essas propostas reforçam o debate entre equilíbrio fiscal e ampliação das políticas públicas, demandando análise cuidadosa do impacto orçamentário e social.
Importância do piso mínimo para programas sociais e desafios futuros
A PEC em discussão determina que pelo menos 1% da receita corrente líquida seja destinada a ações de assistência social, como erradicação do trabalho infantil, programas de inclusão de jovens (Projovem) e manutenção dos centros de referência de assistência social (Cras). Embora represente avanço na garantia de recursos para políticas sociais, a proposta enfrenta desafios relacionados à sustentabilidade financeira e prioridades do orçamento público, especialmente em um cenário econômico delicado e de restrições fiscais.
A discussão em torno do piso mínimo para assistência social demonstra o embate entre a necessidade de fortalecer a rede de proteção social e a preocupação com o impacto fiscal das medidas. O desenrolar desse debate terá reflexos importantes nas políticas públicas e no equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Agência Brasil





