O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniram nesta segunda-feira para concluir o plano de contingência que visa amparar os setores brasileiros mais atingidos pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. A reunião marca a etapa final de um processo que busca minimizar os impactos econômicos dessa medida protecionista. A expectativa é que o plano seja divulgado já na terça-feira.
Alckmin já havia adiantado que as medidas estavam bem encaminhadas, faltando apenas a aprovação final de Lula. O governo tem analisado diversas alternativas para atenuar os efeitos da tarifa, incluindo a expansão do programa Reintegra, voltado para pequenos exportadores, e a criação de linhas de crédito subsidiadas pelo governo. O objetivo é oferecer um suporte financeiro crucial para as empresas afetadas.
Conforme apurado pelo Metrópoles, o plano de contingenciamento terá um caráter personalizado, adaptando as medidas às necessidades específicas de cada indústria impactada. Entre as ações em estudo, destacam-se linhas de crédito similares às implementadas durante a crise no Rio Grande do Sul, compras governamentais para absorver a produção nacional e a possível reativação do Programa Seguro-Emprego.
Haddad mencionou a iniciativa do governador do Ceará, Elmano de Freitas, que propôs a compra de pescado produzido no estado, anteriormente destinado ao mercado americano. Segundo o ministro, o governo dispõe de recursos orçamentários para viabilizar medidas como essa, demonstrando um esforço coordenado para mitigar os efeitos negativos da tarifa e proteger a economia brasileira.
Fonte: http://www.metropoles.com