Gleisi Hoffmann afirma que não há acordo no Senado.

A ministra Gleisi Hoffmann reitera que não há acordo no Senado sobre a dosimetria das penas.
A oposição do governo ao projeto de dosimetria das penas
A recente declaração da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, evidenciou a posição contrária do governo em relação ao projeto de lei que trata da dosimetria das penas para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, julgados pelo STF. Hoffmann reafirmou que não existe qualquer negociação em torno da proposta, que avança no Congresso Nacional, apesar da resistência do Planalto.
Contexto da dosimetria das penas
O projeto que está sendo debatido no Senado visa estabelecer critérios mais claros para a aplicação das penas, especialmente em casos relacionados a crimes antidemocráticos. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com 17 votos a favor e 7 contra, e deve ser analisada pelo plenário do Senado em breve. Gleisi destacou que o governo orienta a sua base a votar contra o texto, enfatizando a necessidade de responsabilização por ações que atentam contra a democracia.
Detalhes do projeto e posicionamentos
Gleisi Hoffmann argumentou que o projeto, como foi apresentado, beneficia não apenas os envolvidos nos atos antidemocráticos, mas também outros condenados por diferentes crimes. A ministra defendeu que aqueles que infringiram a democracia devem arcar com as consequências de seus atos. O relator do projeto, senador Esperidião Amin, fez ajustes no texto, limitando a aplicação da redução de penas apenas aos crimes relacionados aos atos antidemocráticos, correção que veio após críticas de senadores sobre distorções no texto original.
Reação do governo e próximos passos
O governo, através do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou a proposta como uma tentativa disfarçada de anistia. Boulos reforçou que não existe espaço para um acordo em torno do PL da Dosimetria, reafirmando o compromisso do governo em barrar o avanço do projeto no Congresso. Com a expectativa de que a matéria seja votada em breve pelo plenário do Senado, a situação continua tensa, refletindo as divisões políticas atuais no Brasil. A luta pela aprovação ou rejeição da proposta continua, com repercussões significativas para o futuro da legislação penal no país.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto





