Ex-prefeito de Curitiba avalia que governador e pai enfrentarão período defensivo com Sergio Moro no Palácio Iguaçu

Ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca avalia que derrota eleitoral resultará em gastos excessivos com assessoria jurídica para o clã Ratinho
O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) prevê que o governador Ratinho Junior (PSD) e o apresentador Ratinho enfrentarão custos elevados com assessoria jurídica durante a gestão do senador Sergio Moro (PL) no Palácio Iguaçu, após a derrota de Sandro Alex (PSD) na eleição para governador do Paraná.
Segundo Greca, que era vice na chapa de Sandro Alex, o clã Ratinho entrará no período de Moro em posição defensiva. O ex-prefeito avalia que a necessidade de contratação de advogados aumentará significativamente nesse contexto.
Na análise de Greca, a derrota nas urnas não foi resultado do acaso, mas de escolhas equivocadas tomadas pelo grupo durante a campanha. O ex-prefeito critica decisões internas que resultaram na preterição de nomes políticos.
“A derrota abre uma fatura política dentro do PSD e do campo aliado. Ela passa pela cobrança de quem foi preterido, pela revisão de escolhas feitas desde 2024 e por uma pergunta ainda sem resposta: quem assume, no grupo de Ratinho, o custo de ter perdido o Palácio Iguaçu para Moro.”
Greca também relata ressentimento com compromissos não cumpridos. Segundo ele, após a eleição de Eduardo Pimentel (PSD) para a Prefeitura de Curitiba em 2024, foi indicado para a Secretaria das Cidades, mas o cargo nunca saiu do papel.
O ex-prefeito cita ainda a fritura pública de Guto Silva e de Alexandre Curi, preteridos por Sandro Alex na montagem do projeto eleitoral. Para Greca, esse desgaste produziu impacto nas urnas.
Sobre seu próprio futuro político, Greca afirma que “a Deus pertence”. No entanto, segundo apuração, o ex-prefeito planeja abrir uma firma de palestras e atuar como palestrante de autoajuda, entrando em concorrência direta com o escritor Augusto Cury.
A avaliação de Greca sobre os custos com advogados é uma projeção política, não a constatação de qualquer processo ou investigação em andamento. A derrota eleitoral expõe tensões dentro da coligação e levanta questões sobre a responsabilidade político-eleitoral pelos resultados.







