A paralisação reflete insatisfação com condições de trabalho e salários.

A greve dos Correios atinge 90% de adesão em Apucarana e Arapongas, refletindo insatisfação com salários e condições de trabalho.
A greve dos Correios, que começou na noite de terça-feira, 16 de dezembro de 2025, teve uma adesão massiva de aproximadamente 90% dos trabalhadores em Apucarana e Arapongas. Este contexto de paralisação, que se estende por tempo indeterminado, reflete um descontentamento generalizado em relação às condições de trabalho e à desigualdade salarial.
A insatisfação da classe trabalhadora
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Elisabete Ortiz, salientou que a mobilização local é uma reação direta a meses de negociações ineficazes e à precarização das condições laborais. A greve é um sinal claro de que os trabalhadores não estão mais dispostos a aceitar a situação atual, que inclui a ameaça de cortes no vale-alimentação natalino, um benefício histórico da categoria. “O culpado por tudo isso não é o trabalhador. É um projeto de sucateamento que visa o lucro acima da vida”, afirmou Ortiz, pedindo compreensão da população.
Impactos imediatos para a população
Para os moradores de Apucarana e Arapongas, a greve já tem causado atrasos significativos nas entregas de correspondências e encomendas, além de um atendimento restrito nas agências. A situação se agrava considerando que as mudanças nas diretrizes do plano de saúde dos funcionários podem aumentar os custos para os trabalhadores, elevando ainda mais o clima de insatisfação.
A adesão em massa à greve é uma resposta direta ao aumento de 14% recebido pela diretoria da estatal, enquanto os trabalhadores da base amargam perdas salariais significativas devido à inflação. “Nós brigamos pela nossa dignidade e pela manutenção de um serviço essencial, que atende a população em diversas situações, como a entrega de vacinas e livros didáticos”, completou Ortiz.
O futuro da greve e o que vem a seguir
Ainda não há previsão para a normalização dos serviços nos Correios na região. O Sintcom-PR aguarda uma contraproposta da direção nacional da empresa para avaliar os próximos passos do movimento. A situação continua a se desenrolar, e a pressão sobre a gestão dos Correios deve aumentar nos próximos dias, à medida que os trabalhadores permanecem firmes em suas reivindicações por melhorias nas condições de trabalho e justiça salarial.
Fonte: tnonline.uol.com.br





