Greve de pilotos e comissários não acontecerá em 2025

Acordo garante a normalidade dos voos no Brasil

Greve de pilotos e comissários não acontecerá em 2025
Aeroporto – Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ministro Silvio Costa Filho confirma que não haverá greve dos aeronautas após acordo.

O cenário de incerteza nas aviações brasileiras foi aliviado com o anúncio feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que afirmou que não haverá greve de pilotos e comissários de bordo. A decisão veio após a categoria aprovar, em votação realizada no dia 27 de dezembro de 2025, a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho que se estenderá por 2025/26.

Acordo e suas Implicações

O acordo firmado entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas e as empresas aéreas foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), prometendo garantir a normalidade dos voos e a segurança dos passageiros. Silvio Costa Filho destacou a importância desse entendimento para o fortalecimento do turismo no Brasil, tanto para negócios quanto para lazer.

Além disso, o sindicato enfatizou que os principais pontos discutidos na negociação incluíam a recomposição salarial, com um aumento baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 3%, e o reajuste do vale-alimentação. Outras pautas relevantes foram a previdência privada, o aumento das diárias internacionais e o pagamento em dobro da hora noturna.

O Contexto da Negociação

A votação que levou à aprovação do novo acordo foi marcada por tensão. Na semana anterior, uma proposta anterior havia sido rejeitada por uma diferença mínima, com 49,31% dos aeronautas votando contra. Em um movimento estratégico, o SNA havia declarado estado de greve, o que poderia ter levado a uma paralisação a partir de 1º de janeiro, caso não houvesse um novo consenso.

A assembleia que poderia deflagrar a greve foi cancelada após a nova consulta, onde 65,93% dos aeronautas se mostraram favoráveis à proposta das empresas. Essa mudança de posição foi crucial para evitar um cenário de greve que afetaria milhares de passageiros.

O Papel do TST e a Reação do Setor

O papel do TST foi fundamental na mediação do acordo, evitando um impasse que poderia ter desestabilizado o setor aéreo. A participação do tribunal assegurou que as negociações fossem conduzidas de maneira justa, garantindo que ambas as partes chegassem a um entendimento.

Com a aprovação do novo acordo, as companhias aéreas Azul e Gol, que estavam diretamente envolvidas nas negociações, respiraram aliviadas, enquanto os funcionários da Latam, que já haviam aprovado um acordo coletivo anteriormente, não estavam mais sob a ameaça de greve.

O desfecho positivo para as negociações traz um sentimento de esperança para o setor, que se recupera de desafios enfrentados nos últimos anos. A tranquilidade nos voos e a segurança dos passageiros são prioridades que foram reafirmadas com este acordo, que promete estabilidade no setor aéreo brasileiro.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Rafaela Felicciano/Metrópoles