Investigação sobre fraudes na Caixa impacta CEO Rafael Góis e revela desafios financeiros do conglomerado

O Grupo Fictor, liderado por Rafael Góis, está no centro de uma investigação da Polícia Federal que expõe fraudes milionárias e agrava sua crise financeira.
Contexto da operação da Polícia Federal e impactos no Grupo Fictor
A operação da Polícia Federal realizada em 25 de março de 2026 tem como foco o Grupo Fictor, liderado pelo CEO Rafael Góis, e investiga uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal. A apuração aponta prejuízos que podem ultrapassar R$ 500 milhões, colocando a holding sob forte escrutínio e pressionando sua já delicada situação financeira.
Histórico e expansão do Grupo Fictor até 2026
Fundado em 2007, o Grupo Fictor iniciou suas atividades como empresa de soluções tecnológicas. Em 2012, a companhia realizou sua primeira operação em private equity, acelerando seu crescimento. Posteriormente, ampliou seu portfólio para commodities e agronegócio, consolidando-se como uma holding em 2022. Em 2024, ingressou no setor de energia com a criação da Fictor Energia e realizou um IPO reverso, passando a ter ações negociadas na B3 sob o ticker FICT3. A empresa também diversificou sua atuação com a criação da FictorPay, focada em soluções financeiras e crédito.
Estrutura atual e segmentos de atuação do Grupo Fictor
Atualmente, a holding reúne dez empresas, com atuação em setores variados:
Fictor Alimentos S.A.
Fictor Alimentos Ltda.
Dr. Foods
Fictor Asset
FictorPay
Fictor Real State
- Fictor Energia
Além disso, o Grupo expandiu internacionalmente em 2025, abrindo escritórios em Miami, Estados Unidos, e Lisboa, Portugal. O posicionamento da Fictor visa ser referência em gestão com inteligência de mercado, análise rigorosa e visão de longo prazo para fortalecer seu papel no setor de investimentos.
Consequências da crise financeira e recuperação judicial
Em 1º de fevereiro de 2026, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial motivado por uma crise de liquidez decorrente da tentativa de aquisição frustrada do Banco Master, em novembro de 2025. A empresa havia recebido aportes de R$ 3 bilhões até 17 de novembro, mas logo depois houve uma onda de resgates que atingiu 71,38% do valor investido até 31 de janeiro.
Essa situação impactou diretamente o valor de mercado das empresas do grupo, com as ações da Fictor Alimentos S.A. caindo aproximadamente 50% entre 17 de novembro e 1º de fevereiro, e mais 30% entre fevereiro e março. Em março, a queda nos papéis chegou a 42%.
Repercussões no esporte e parcerias comerciais
A crise financeira do Grupo Fictor afetou suas parcerias esportivas. Em março de 2025, a empresa havia firmado um acordo de patrocínio com o Palmeiras, no valor de R$ 30 milhões por temporada, válido por três anos e renovável por mais um. Contudo, após a divulgação do pedido de recuperação judicial, o clube anunciou a rescisão do contrato devido a inadimplemento e iniciou ações legais para receber os valores devidos.
Além do futebol, a Fictor patrocinava o atletismo brasileiro, com um acordo de R$ 21 milhões até 2029, considerado o maior patrocínio privado da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A continuidade desses contratos também está sob avaliação diante do atual cenário.
Desafios e perspectivas futuras para o Grupo Fictor
A operação da Polícia Federal expõe vulnerabilidades e expande os desafios enfrentados pelo Grupo Fictor em 2026. A complexa investigação sobre fraudes bancárias, somada à recuperação judicial e à perda de parceiros comerciais, exige uma reestruturação profunda. A gestão liderada por Rafael Góis precisará focar em transparência, renegociação de dívidas e reposicionamento estratégico para tentar recuperar a confiança do mercado e garantir a sobrevivência da holding no competitivo setor financeiro e de investimentos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo do Grupo Fictor, empresa deRodrigo Góis, alvo da PF nesta quarta





