Ministro da Fazenda discute impacto do déficit nas contas públicas.

Haddad destaca que Lula herdou um 'inferno fiscal' de seus antecessores.
O cenário fiscal desafiador
Em uma análise contundente sobre a situação fiscal do Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o presidente Lula herdou um “inferno no campo fiscal” de seus antecessores, os ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro. Durante uma reunião ministerial em 17 de dezembro de 2025, Haddad expôs a gravidade do déficit orçamentário que atinge aproximadamente R$ 200 bilhões. Esse montante é, em grande parte, resultado da suspensão no pagamento de precatórios e da omissão de despesas no orçamento, refletindo a falta de planejamento fiscal adequado nos governos anteriores.
A necessidade de ajustes orçamentários
Haddad exemplificou essa herança negativa citando o aumento do Bolsa Família, que não foi contabilizado na peça orçamentária aprovada no último ano de Bolsonaro. Essa falta de previsão orçamentária gera consequências diretas na execução de políticas públicas, especialmente em um momento em que o governo federal busca equilibrar as contas e atender às metas estabelecidas pelo Arcabouço Fiscal, que prevê um déficit zero para 2025, com uma margem de tolerância de 0,25% do PIB.
Avanços e desafios da gestão atual
Apesar da herança complicada, Haddad elogiou alguns avanços sob a gestão de Lula, como a redução do desemprego, que alcançou níveis históricos, e os aumentos reais no salário mínimo. Ele reforçou o compromisso do governo em garantir recursos para programas sociais, destacando que o respeito às regras fiscais será fundamental para a solidez da administração. “Um governo que está conseguindo equilibrar as variáveis macroeconômicas para dar solidez e impulso para um ciclo de desenvolvimento duradouro”, afirmou.
Planejamento futuro e mudanças na equipe
Haddad também deu indícios de que sua permanência à frente do Ministério da Fazenda pode ser breve, com planos de deixar o cargo até abril de 2026. Nos bastidores, a dança das cadeiras já começou, com Dario Durigan, atual número dois da pasta, sendo o favorito para sucedê-lo. A expectativa é que essa mudança não comprometa o andamento das políticas econômicas iniciadas por Haddad, que se mostram cruciais para a recuperação fiscal do país.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo





