Haddad nega candidatura a qualquer cargo nas eleições de 2026

Ministro da Fazenda afirma foco em debates para projeto nacional diante da nova ordem internacional

O ministro Fernando Haddad descarta disputar qualquer cargo nas eleições de 2026 e foca em colaborar para um projeto nacional alinhado à nova ordem internacional.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou oficialmente a possibilidade de disputar qualquer cargo nas eleições de outubro de 2026, reforçando que seu foco está em contribuir para a construção de um projeto de país que dialogue com a nova ordem internacional.

Discussões com o presidente Lula

Em entrevista concedida ao Uol, Haddad esclareceu que mantém uma conversa respeitosa com o presidente Lula, na qual cada um expõe seus pontos de vista para que se alcance um consenso em breve. Ele reforçou que “não pretende me candidatar em 2026, isso vale para qualquer cargo”, indicando que sua prioridade está distante do processo eleitoral imediato.

Trajetória política e experiência

Fernando Haddad acumula uma vasta experiência no Executivo Federal, tendo atuado como ministro da Educação nos primeiros governos do PT, além de ter sido prefeito de São Paulo entre 2013 e 2017. Em 2018, assumiu a candidatura presidencial na substituição a Lula e, em 2022, concorreu ao governo de São Paulo. Apesar de seu nome ser especulado para cargos no Estado de origem ou para posições ministeriais próximas ao presidente, Haddad opta por se afastar do debate eleitoral neste momento.

Foco no projeto nacional e desafios internacionais

O ministro enfatizou que está buscando um tempo para discutir o país de forma mais ampla, refletindo sobre o que será o Brasil diante do contexto internacional complexo e desafiador. Ele destacou a importância de pensar nas formas de inserção do Brasil nesse cenário tão dramático, tanto internamente quanto nas relações externas.

Perspectivas futuras

Embora seu nome circule entre especulações políticas, Haddad deixa claro que sua prioridade atual é participar dos debates e estudos que possam ajudar a definir os rumos do país, abrindo mão temporariamente da disputa eleitoral para se dedicar a essa tarefa estratégica.

Essa postura sinaliza uma visão mais voltada ao planejamento e à construção de políticas públicas em um período de incertezas globais e locais, em que o Brasil precisa encontrar caminhos para se posicionar de maneira assertiva no novo mapa político internacional.