Haddad nega contato com banqueiro do escândalo Master em entrevista

Candidato do PT ao governo de São Paulo associa ex-banqueiro Daniel Vorcaro a políticos de direita e pede abertura de sigilos antes da eleição

Haddad nega contato com banqueiro do escândalo Master em entrevista
Candidato do PT ao governo de São Paulo em entrevista ao SP1. Foto: Reprodução/TV Globo

Fernando Haddad negou nesta segunda-feira ter tido qualquer contato com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro no centro do escândalo do Banco Master de R$ 60 bilhões.

Fernando Haddad negou nesta segunda-feira (14) ter mantido qualquer contato com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro no centro do maior escândalo bancário do país. A declaração foi feita em entrevista ao SP1, telejornal da TV Globo.

“Eu nunca recebi o Daniel Vorcaro na minha vida. Nunca estive com ele no mesmo ambiente. Nunca recebi uma mensagem nem um telefonema dele. Nunca o procurei porque a minha equipe já havia alertado que o Daniel Vorcaro era um problema, um problema grave. A gente só não sabia a dimensão do problema. Nós estamos falando da maior fraude bancária do país: R$ 60 bilhões”, declarou o candidato petista ao ser questionado sobre possíveis impactos eleitorais do caso em sua campanha.

Haddad tentou associar o escândalo do Banco Master a políticos de direita, citando diretamente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal concorrente na disputa eleitoral pelo governo de São Paulo.

“Ele também não financiou a minha campanha. Ele financiou a campanha do Tarcísio, financiou a campanha do Jair Bolsonaro. Ele tem negócios com três ex-ministros do Bolsonaro: Casa Civil, Ministério das Comunicações e Relações Institucionais”, afirmou Haddad.

Segundo dados do candidato, o ex-banqueiro doou R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Bolsonaro em 2022 e R$ 2 milhões para outra campanha.

O ex-ministro também defendeu a transparência sobre o caso antes do pleito eleitoral. Segundo Haddad, o Judiciário “não pode sonegar informações do cidadão” e os sigilos dos inquéritos sobre o escândalo do Banco Master devem ser abertos antes da eleição.

O escândalo do Banco Master, que movimentou aproximadamente R$ 60 bilhões, coloca em evidência questões sobre financiamento de campanhas políticas e possíveis vínculos entre agentes financeiros e políticos de diferentes espectros ideológicos.