Haddad nega impacto automático de resultado de SP sobre campanha de Lula

Candidato do PT ao governo paulista afirma que eleição estadual definida no primeiro turno não enfraquecerá palanque presidencial.

Haddad nega impacto automático de resultado de SP sobre campanha de Lula
Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de SP, em sabatina. Foto: YouTube — Foto: Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de SP, em sabatina  • YouTube

Fernando Haddad afirmou que resultado da eleição ao Palácio dos Bandeirantes não terá necessariamente impacto direto sobre campanha de Lula.

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta quinta-feira (24) que o resultado da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes não terá necessariamente um impacto direto sobre a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.

Durante sabatina promovida pelo Metrópoles, Haddad foi questionado sobre a possibilidade de a eleição paulista terminar já no primeiro turno e se esse cenário poderia enfraquecer o palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país. O petista rejeitou uma relação automática entre as duas disputas.

Haddad citou eleições anteriores em que o governo de São Paulo foi definido no primeiro turno sem impedir vitórias de Lula na corrida presidencial. “Pode acabar no primeiro turno? Claro, só tem dois candidatos. Teria que estar muito colado para 1% fazer diferença, mas eu, resgatando aqui a eleição de 2010, resgatando a eleição de 2014 e em 2006, também acabaram no primeiro turno e não impediu a reeleição do Lula. Então, não tem isso, não tem esse automatismo”.

A declaração ocorre após a divulgação, na quarta-feira (23), de uma nova pesquisa Quaest sobre a disputa paulista. De acordo com o levantamento, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Haddad marca 27%.

O candidato do PT argumentou que a configuração da eleição estadual é diferente da disputa pela Presidência. Segundo ele, a corrida nacional reúne mais candidaturas competitivas, o que aumenta a possibilidade de um segundo turno. “Eu sei que às vezes existe uma ansiedade da extrema direita querer vender essa tese. A eleição aqui em São Paulo só tem dois candidatos”.

Na avaliação de Haddad, mesmo que a eleição paulista seja definida em 4 de outubro, isso não significa necessariamente que Lula perderá força no estado em uma eventual segunda etapa da eleição presidencial. “Quando só tem dois, como é que você vai levar para o segundo turno? Então, é uma pergunta que precisa estar enquadrada na legislação”.

A relação entre as disputas estadual e presidencial ganhou espaço na reta final da campanha em São Paulo. Tarcísio intensificou nos últimos dias sua participação na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto e passou a defender de forma mais direta uma associação entre o voto em sua candidatura e o apoio ao senador. Haddad, por outro lado, mantém Lula como seu principal aliado nacional na disputa pelo governo paulista.