Ministro da Fazenda participa de evento literário em vez do principal momento do aniversário do partido em Salvador
Haddad falta ato político com Lula no aniversário do PT para lançar livro em São Paulo, optando por agenda literária no momento principal da festa em Salvador.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda e uma das principais lideranças do PT, confirmou que não participará do ato político mais importante do aniversário de 46 anos do partido, que será realizado em Salvador, no sábado, 7 de fevereiro. A ausência de Haddad no evento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente marca uma prioridade diferente: o lançamento de seu novo livro em São Paulo.
Programação e conflito de agendas
O aniversário do PT, que ocorre anualmente neste período, terá em 2026 um caráter especial, servindo como ponto de largada para a campanha eleitoral. O evento dura três dias, entre 6 e 8 de fevereiro, e inclui debates e discursos de dirigentes do partido. Haddad participará na sexta-feira (6) de um debate sobre a conjuntura nacional em Salvador. Contudo, no sábado pela manhã, quando ocorrerá o momento mais simbólico da celebração com discursos de Lula e principais dirigentes, ele estará ausente, realizando outro compromisso.
Lançamento do “Capitalismo Superindustrial”
No mesmo dia do ato principal em Salvador, Haddad realizará em São Paulo, às 11h, o lançamento de seu livro “Capitalismo Superindustrial”, obra que aborda a economia política do sistema soviético, baseada em estudos que ele conduziu nas décadas de 1980 e 1990. O evento ocorrerá no Sesc 14 Bis e terá um debate com a economista Leda Paulani e o colunista Celso Rocha de Barros, sob mediação da historiadora Lilia Schwarcz.
Justificativa para a ausência
Segundo o PT, a editora Companhia das Letras agendou o lançamento e enviou convites antes da definição dos detalhes do encontro em Salvador, o que originou o conflito de datas. A decisão de Haddad em priorizar o lançamento do livro em São Paulo foi comunicada oficialmente, afastando especulações sobre seu comprometimento político.
Rumos políticos de Haddad
O ministro da Fazenda deve deixar o cargo até o final de fevereiro, mas ainda não definiu se disputará algum cargo eleitoral. Apesar de pressões internas do PT para que concorra ao governo de São Paulo ou ao Senado, Haddad tem demonstrado resistência. Sua expectativa é atuar na coordenação da campanha presidencial de Lula, definindo um papel mais estratégico fora das urnas.
A ausência de Haddad no momento político mais importante do aniversário do PT, justamente em um ano eleitoral, evidencia as complexidades das agendas dos principais líderes petistas e a importância que o lançamento literário representa para sua trajetória pessoal e intelectual.





