A nova deputada se posiciona contra a privatização e em defesa da esquerda.

Heloísa Helena, deputada da Rede-RJ, toma posse e critica o governo Lula.
A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) tomou posse nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, em meio a um cenário político conturbado. Em seu discurso inaugural, a nova parlamentar não hesitou em criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reafirmando sua postura independente e de oposição, mesmo após ter sido expulsa do Partido dos Trabalhadores em 2003.
Oposição clara ao governo
A deputada deixou claro que não se alinha ao atual governo, afirmando: “Aqui lutarei sem servilismo, sem conciliação com o atual governo federal em qualquer traição de classe”. Heloísa Helena se posicionou contra o que considera um entreguismo de recursos naturais e a privatização de setores estratégicos, destacando que suas lutas estarão sempre voltadas para a proteção dos interesses do povo brasileiro.
Propostas e prioridades
Além de criticar a administração atual, Heloísa Helena também apresentou algumas de suas propostas. Ela defendeu a criação de um Observatório das Execuções Orçamentárias, uma iniciativa que pretende monitorar a gestão pública e evitar que o grande capital se beneficie de acordos políticos que não atendem aos interesses da população. Além disso, a nova deputada se comprometeu a lutar contra a reforma administrativa, uma das prioridades do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
CPI do Banco Master
Em um ataque direto à corrupção, Heloísa Helena exigiu a abertura imediata da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, declarando que “quem for podre, que se quebre, esteja onde estiver”. Sua postura firme e sua disposição para enfrentar questões polêmicas demonstram que a ex-senadora está disposta a ser uma voz ativa e combativa na Câmara dos Deputados.
Durante seu discurso, Heloísa Helena deixou claro que sua missão será a defesa dos interesses populares e a luta contra a desigualdade social, reforçando seu compromisso com a esquerda e a crítica ao sistema financeiro que, segundo ela, agrava a situação do povo. Assim, sua entrada na Câmara é vista como um novo capítulo na política brasileira, onde suas iniciativas podem provocar debates intensos e polarizados.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Bruno Spada/Câmara dos Deputados





