Homem morre após confronto com a polícia em Recife

Ação policial resulta em morte durante cumprimento de mandado

Um advogado de 55 anos foi baleado durante cerco policial no Recife após resistir a mandado de busca.

Um advogado de 55 anos, Fernando Ribeiro da Costa, morreu baleado após um confronto com a polícia no Centro do Recife. A situação se desenrolou na tarde do dia 16 de dezembro, em Santo Amaro, quando o homem resistiu a um mandado de busca e apreensão relacionado a uma denúncia de violência doméstica.

O cerco policial no centro do Recife

O incidente começou por volta das 12h, quando a Polícia Civil, acompanhada por uma equipe da Delegacia da Mulher, foi ao local para cumprir o mandado. Fernando, armado com uma pistola nove milímetros, se barricou em sua residência e, durante o cerco, ameaçou os agentes que estavam na calçada. Vídeos da ação mostram o advogado apontando a arma para os policiais, que se protegeram atrás do portão da casa.

Durante o confronto, várias testemunhas ouviram disparos, com pelo menos 11 tiros sendo contabilizados pela polícia. Os agentes tentaram dialogar com Fernando, mas ele se mostrou exaltado e agressivo, afirmando que não sairia e que continuaria disparando caso se aproximassem. O tiroteio se intensificou, levando ao uso de um escudo por parte de um dos policiais para se proteger dos disparos.

A tentativa de resgate e a morte

Após ser atingido, Fernando foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital da Restauração, mas não resistiu aos ferimentos e foi declarado morto durante a transferência. A Secretaria de Defesa Social informou que o mandado tinha como objetivo apreender armas que estavam sendo usadas em atos de violência contra a ex-esposa do advogado.

Contexto da violência doméstica

A delegada Thayná Barbosa Fioresi, que participou das negociações, relatou que Fernando era considerado uma pessoa com alto grau de periculosidade e que já havia sido internado anteriormente por questões de saúde mental. Parentes revelaram que ele havia interrompido o uso de medicamentos para transtornos psiquiátricos, o que pode ter contribuído para seu comportamento violento. A investigação do caso ficará a cargo da 1ª Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, que analisará as circunstâncias do tiroteio e os antecedentes do advogado.